MPF denuncia 12 por milícia privada contra índios em MS

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, nesta sexta (17), duas denúncias contra doze envolvidos em crimes contra os povos Guarani Kaiowá e Ñandeva em Mato Grosso do Sul; grupos são acusados de formação de milícia privada, constrangimento ilegal, incêndio, sequestro e disparo de arma de fogo; em vídeos divulgados pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), os índios relatam que foram atacados com tiros a queima-roupa; assista

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, nesta sexta (17), duas denúncias contra doze envolvidos em crimes contra os povos Guarani Kaiowá e Ñandeva em Mato Grosso do Sul; grupos são acusados de formação de milícia privada, constrangimento ilegal, incêndio, sequestro e disparo de arma de fogo; em vídeos divulgados pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), os índios relatam que foram atacados com tiros a queima-roupa; assista
O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, nesta sexta (17), duas denúncias contra doze envolvidos em crimes contra os povos Guarani Kaiowá e Ñandeva em Mato Grosso do Sul; grupos são acusados de formação de milícia privada, constrangimento ilegal, incêndio, sequestro e disparo de arma de fogo; em vídeos divulgados pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), os índios relatam que foram atacados com tiros a queima-roupa; assista (Foto: Aquiles Lins)

247 - O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, nesta sexta (17), duas denúncias contra doze envolvidos em crimes contra os povos Guarani Kaiowá e Ñandeva em Mato Grosso do Sul. Eles são acusados de formação de milícia privada, constrangimento ilegal, incêndio, sequestro e disparo de arma de fogo.

Os ataques foram cometidos contra indígenas do cone sul do estado, na região de fronteira com o Paraguai. Jagunços teriam sido contratados e financiados por proprietários rurais para violentar e ameaçar as comunidades. Segundo o MPF, oitivas, diligências, fotos, vídeos, buscas e apreensões comprovam a atuação dos milicianos, mas o MPF não divulgou a íntegra das denúncias porque os processos correm sob sigilo.

As investigações foram conduzidas pela Força Tarefa Avá Guarani, instituída pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, há 8 meses, para apurar crimes contra as comunidades indígenas de MS. O ajuizamento das denúncias é a primeira de uma série de medidas a serem adotadas para combater o conflito armado na região.

Para o MPF, a Força Tarefa "é uma maneira de dar uma resposta efetiva aos milhares de indígenas vítimas de violência, que poderiam deixar de acreditar na Justiça por causa da impunidade". Só nos últimos 10 anos, pelo menos um índio foi morto por ano em decorrência do conflito fundiário em Mato Grosso do Sul.

O último assassinato, de Clodioude Aguile Rodrigues dos Santos, ocorrido terça-feira (14) em Caarapó, também será investigado pelo grupo de procuradores.

Índios contam que foram atacados à queima-roupa

Índios da etnia Guarani-Kaiowá, de Caarapó afirmam em vídeos divulgados pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) que durante o confronto que acabou com a morte de Cloudione Rodrigues Souza, de 26 anos, foram atacados com tiros a queima-roupa.

Em um dos vídeos, os índios relatam o momento em que uma indígena foi atingida de raspão no braço. Ela foi encaminhada para o hospital da própria cidade. Em outro, é relatado a hora em que Cloudione foi atingido e recebeu socorro do próprio irmão. As imagens foram gravadas durante uma visita à região do confronto.

Estiveram no Estado o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, Padre João (PT), e os deputados Paulo Pimenta (PT), Vander Loubet (PT) e Zeca do PT.

Nas imagens, uma das lideranças diz que os Guarani-Kaiowá são uma nação, que não vivem apenas no Mato Grosso do Sul, mas também na Argentina, Bolívia e Paraguai. "Essa tragédia, esse extermínio que aconteceu com nosso povo, em que nosso guerreiro tombou mais uma vez, por um pedaço de terra no Mato Grosso do Sul. Era 10 % do Estado nosso território e nós estamos reivindicando apenas 1,5%, que o governo ainda não tem proposta ou resultado se vai resolver demarcar para nós", diz.

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