MPF denuncia tortura e Justiça afasta chefe da força-tarefa federal em presídios do Pará

O MPF aponta um quadro generalizado de tortura, com práticas que chegam à perfuração dos pés dos detentos por pregos, em presídios do Pará. O problema ocorre em penitenciárias que passaram a ser controladas por uma força-tarefa autorizada pelo Ministério da Justiça, comandado por Sérgio Moro

Após massacre de Altamira, administração de 13 presídios do Pará passou por intervenção federal
Após massacre de Altamira, administração de 13 presídios do Pará passou por intervenção federal (Foto: Alex Ribeiro / Agência Pará)
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247 - O Ministério Público Federal (MPF) aponta um quadro generalizado de tortura, com práticas que chegam à perfuração dos pés dos detentos por pregos, em presídios do Pará. De acordo com o jornal O Globo, o problema ocorre em penitenciárias que passaram a ser controladas por uma força-tarefa autorizada pelo Ministério da Justiça, comandado pelo ex-juiz Sérgio Moro. Em 30 de julho, 62 presos foram mortos durante um massacre num presídio em Altamira (PA). O governador Helder Barbalho (MDB) pediu ajuda ao ministro da Justiça, que autorizou o envio da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) para intervir em 13 unidades do estado. 

Em uma ação de improbidade administrativa assinada por 17 dos 28 procuradores da República que atuam no Pará, o alvo é o agente penitenciário federal escalado para o cargo de coordenador da força-tarefa, Maycon Cesar Rottava. A Justiça Federal no Pará determinou cautelarmente, no último dia 2, o afastamento do agente do cargo.

“Embora não conste dos autos elemento que indique que ele tenha executado diretamente os supostos atos de abuso de autoridade, tortura e maus tratos, há indícios de que, por sua postura omissiva, tenha concorrido para sua prática”, afirmou o juiz federal Jorge Ferraz Júnior.



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