MPF investiga improbidade administrativa por prioridade à cloroquina e não oxigênio em Manaus

O Ministério da Saúde pressionou Manaus a distribuir o kit covid, que contém hidroxicloroquina e o antibiótico azitromicina, como tratamento preventivo para a doença. Profissionais de saúde e pacientes confirmam o uso do kit na rede pública

Cloroquina
Cloroquina (Foto: REUTERS/George Frey)
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247 - O Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas abriu, nesta sexta-feira, 15, um inquérito para investigar improbidade administrativa de agentes públicos, que apesar da crise de desabastecimento de oxigênio, foram pressionados pelo Ministério da Saúde para que fosse priorizada a distribuição de "tratamento precoce com eficácia questionada" pela rede pública de Saúde estadual e municipal.

“Cabe apurar, desse modo, se mesmo diante da perspectiva de grave falta de oxigênio, houve opção de agentes públicos por recomendar tratamento de eficácia questionada em vez de envidar esforços imediatos para, com a urgência necessária, abastecer as unidades hospitalares com o insumo ou coordenar os esforços logísticos para transferir a outros estados pacientes então hospitalizados no Amazonas”, diz trecho do documento do MPF

O Ministério da Saúde pressionou Manaus a distribuir o kit covid, que contém hidroxicloroquina e o antibiótico azitromicina, como tratamento preventivo para a doença. Profissionais de saúde e pacientes confirmam o uso do kit na rede pública.

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