MPF quer prender policiais que denunciaram irregularidades na Lava Jato

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou formalmente pelo crime de calúnia um delegado e um agente da Polícia Federal que acusaram a cúpula de delegados responsáveis pela Operação Lava Jato de coação e diversas irregularidades; procurador  Daniel Holzmann Coimbra, afirma que o delegado Mário Renato Castanheira Fanton e o agente federal Dalmey Fernando Werlang teriam se associado para "para ofender a honra dos colegas", quando apontaram a existência de grampos ilegais na cela do doleiro Alberto Youssef, preso pela Lava Jato, além de vícios na sindicância aberta para conduzir o caso que poderiam resultar na nulidade do processo; pena pode chegar a 2 anos de prisão

A Polícia Federal divulga, em anexo, release e foto da 11ª Fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta manhã em diversos estados do país - denominada " A Origem". Foto: Polícia Federal/ Curitiba
A Polícia Federal divulga, em anexo, release e foto da 11ª Fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta manhã em diversos estados do país - denominada " A Origem". Foto: Polícia Federal/ Curitiba (Foto: Paulo Emílio)
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247 - O Ministério Público Federal (MPF) denunciou formalmente pelo crime de calúnia um delegado e um agente da Polícia Federal que acusaram a cúpula de delegados responsáveis pela Operação Lava Jato de coação e diversas irregularidades. A denúncia do MPF faz parte de uma estratégia visando evitar levantar suspeitas acerca da condução das investigações, além de barrar a possibilidade de qualquer nulidade legal.

A denúncia de Calúnia formulada procurador do Grupo de Controle Externo da Atividade Policial da Procuradoria Daniel Holzmann Coimbra, diz respeito ao delegado Mário Renato Castanheira Fanton e ao agente federal Dalmey Fernando Werlang.

Segundo o procurador, ambos teriam se associado para "para ofender a honra dos colegas", quando apontaram a existência de grampos ilegais na cela do doleiro Alberto Youssef, preso pela Lava Jato, além de vícios na sindicância aberta para conduzir o caso que poderiam resultar na nulidade do processo.

Na peça de acusação, a Promotoria pede pena de seis meses a dois anos de prisão e multa, aumentada em um terço da pena pelo fato do envolvimento de agente público no exercício de suas funções.

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