"Muitas vezes o que o povo quer leva à crucificação de Cristo', diz Temer em recado a Lula

Rejeitado por 94% dos brasileiros, Michel Temer fez referência indireta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que teve sua prisão decretada por Sérgio Moro e que deve se apresentar neste sábado à Polícia Federal – ao afirmar que "a popularidade, muitas vezes o que o povo quer, leva à crucificação de Cristo. A popularidade leva a movimentos autoritários que depois desprezamos", disse Temer a empresários de Foz do Iguaçu (PR)

O presidente brasileiro, Michel Temer, durante café da manhã com jornalistas em Brasília, no Brasil 22/12/2017 REUTERS/Adriano Machado
O presidente brasileiro, Michel Temer, durante café da manhã com jornalistas em Brasília, no Brasil 22/12/2017 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Paulo Emílio)

247 - Rejeitado por 94% dos brasileiros, Michel Temer fez referência indireta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que teve sua prisão decretada por Sérgio Moro e que deve se apresentar neste sábado à Polícia Federal – ao afirmar que "a popularidade, muitas vezes o que o povo quer, leva à crucificação de Cristo. A popularidade leva a movimentos autoritários que depois desprezamos. O País foi tomado nos últimos tempos de muito pessimismo, coisa que não é típica do brasileiro. Começou a haver divisão entre os brasileiros que não é útil para o País. Mania de falar mal do Brasil causa problemas para todos nós, no plano internacional".

A declaração foi feita por Temer durante ume evento com empresários em Foz do Iguaçu (PR). "Precisamos mudar a cultura do Brasil e falar bem do Brasil para aqueles que vão comprar. Minha palavra é exatamente esta, é transmitir otimismo ao comprador. Queremos que haja paz no País. Pode haver disputas eleitorais. No momento que se segue à eleição, todos têm que se unir em prol do País", disse.

Ele também procurou minimizar golpe parlamentar que depôs a presidente eleita Dilma Rousseff e o alçou à Presidência da República. "Chegamos ao governo com uma oposição feroz e orgânica. A oposição tem uma organicidade extraordinária. Quando eu era vice-presidente, o governo (Dilma) viu a proposta do Ponte Para o Futuro como um gesto de oposição, quando na verdade era um gesto de colaboração. No Brasil, não temos conceito jurídico de oposição, só conceito político", disse.

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