Mulher acusa empresa de demiti-la por ser "negra" e "macumbeira"

Prestadora de serviços gerais Regina Santana da Silva está processando uma empresa de limpeza de Cuiabá alegando ter sido demitida por meio de um ato de racismo e intolerância religiosa. Uma gerente teria afirmado que ela não cabia na empresa, pois "além de ser negra, era macumbeira"

Regina Santana da Silva
Regina Santana da Silva (Foto: Divulgação)
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247 - A prestadora de serviços gerais Regina Santana da Silva está processando uma empresa de limpeza de Cuiabá alegando ter sido demitida por meio de um ato de racismo e intolerância religiosa. Ela havia raspado a cabeça por ter participado de um ritual religioso do Candomblé dias antes de ser demitida. A raspagem dos cabelos simboliza a consagração da pessoa aos orixás.

De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, Regina vinha seis toucas de tecido, uma por cima da outra, para encobrir a cabeça e não ser alvo de preconceito durante o trabalho, mas acabou sendo vista sem o equipamento ao utilizar o banheiro. 

A supervisora então teria pedido que ela retirasse a touca e perguntado se ela estava com câncer. Diante da negativa , a supervisora teria respondido apenas com um “entendi”. Poucos dias depois ela foi chamada ao escritório da empresa e a gerente teria afirmado que ela não cabia na empresa, pois "além de ser negra, era macumbeira".  
 

“Foi a primeira vez [que isso aconteceu comigo] e espero que seja a última. Que a justiça seja feita, a justiça dos orixás e a do homem da Terra”, disse Regina em entrevista ao jornal. Na ação por danos morais movida contra a empresa, a advogada Crea Márcia Ferreira de Souza pediu o pagamento de indenização de R$ 41 mil. 

 

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