Multinacionais Vitol, Trafigura e Glencore entram na mira da Lava Jato

Multinacionais Vitol, Trafigura e Glencore estão entre as empresas suspeitas de pagamento de propinas da ordem de US$ 31 milhões a funcionários da Petrobras no âmbito de um esquema de corrupção na área de trading da estatal; recentemente, a Vitol e a Glencore fizeram aquisições na área de distribuição de combustíveis no Brasil; deflagrada nesta quinta-feira (5), a Operação Sem Limites, 57ª fase da Lava Jato, cumpre 11 mandados de prisão preventiva, além de sequestros de imóveis e bloqueio de valores dos suspeitos

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Reuters - As gigantes internacionais Vitol, Trafigura e Glencore estão entre as empresas suspeitas de pagamento de propina a funcionários da Petrobras no âmbito de um esquema de corrupção na área de trading da petroleira estatal com suspeita de pagamentos irregulares de ao menos 31 milhões de dólares, disse o Ministério Público Federal nesta quinta-feira.

De acordo com comunicado do MPF, há suspeitas de que Vitol, Trafigura e Glencore efetuaram pagamentos de propinas para intermediários e funcionários da Petrobras entre 2011 e 2014 nos montantes, respectivamente, de 5,1 milhões de dólares, 6,1 milhões de dólares e 4,1 milhões de dólares relacionados a mais de 160 operações de compra e venda de derivados de petróleo e aluguel de tanques para estocagem.

O valor total de propina de 31 milhões de dólares investigado pela chamada Operação Sem Limites, 57ª fase da Lava Jato abarca um período de 2009 a 2014, e os procuradores disseram que há evidências de que ao menos dois funcionários da Petrobras com envolvimento no esquema ainda estão em exercício. (Leia mais sobre a operação deflagrada nesta quinta-feira no Brasil 247)

Como parte das investigações, a Polícia Federal deflagrou operação nesta quinta-feira para cumprir 11 mandados de prisão preventiva, além de sequestros de imóveis e bloqueio de valores dos suspeitos.

Recentemente, a Vitol e a Glencore fizeram aquisições na área de distribuição de combustíveis no Brasil.

A holandesa Vitol adquiriu 50 por cento da empresa Rodoil, em outubro, enquanto a suíça Glencore levou 78 por cento da Ale Combustíveis, também neste ano.

Não foi possível contatar imediatamente representantes das três empresas citadas.

Por Pedro Fonseca

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