Na ONU, Michelle Bachelet denuncia crescente envolvimento militar em assuntos públicos no Brasil

"Embora eu reconheça o contexto desafiador da segurança, qualquer uso das forças armadas na segurança pública deve ser estritamente excepcional, com supervisão eficaz", afirmou a alta comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet

Forças Armadas e Michelle Bachelet
Forças Armadas e Michelle Bachelet (Foto: ABr | Reuters)
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247 - A alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, alertou para o crescente envolvimento dos militares nos assuntos públicos no Brasil. A informação foi publicada pela coluna de Jamil Chade

 "Também no Brasil - assim como no México, El Salvador e em outros lugares - estamos vendo um maior envolvimento dos militares nos assuntos públicos e na aplicação da lei", disse ela em discurso de abertura no Conselho de Direitos Humanos da ONU, nesta segunda-feira(14) em Genebra, na Suíça. "Embora eu reconheça o contexto desafiador da segurança, qualquer uso das forças armadas na segurança pública deve ser estritamente excepcional, com supervisão eficaz", acrescentou.

A chilena também denunciou os ataques contra ativistas e jornalistas no país e o desmonte de mecanismos de participação da sociedade civil na formulação de políticas públicas. "No Brasil, estamos recebendo relatos de violência rural e despejos de comunidades sem terra, bem como ataques a defensores dos direitos humanos e jornalistas, com pelo menos 10 assassinatos de defensores dos direitos humanos confirmados este ano", disse.

Em seu discurso, Michelle Bachelet listou cerca de 30 países com graves situações de direitos humanos. Além do Brasil, ela citou Arábia Saudita, Belarus, China, Estados Unidos, Líbano, Mianmar,  Síria, Polônia e Venezuela e outros locais do mundo.

"Apelo a todos os governos para que se abstenham de desacreditar os defensores dos direitos humanos e os jornalistas, colocando-os em maior risco de ataques. Encorajo investigações decisivas e processos judiciais contra os perpetradores", destacou.

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