'Não há teto mais furado que este', diz Gilmar sobre salários da magistratura

Ministro do Supremo tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, afirmou que o Poder Judiciário precisa "parar para refletir" a questão do teto salarial da magistratura; "Hoje, há juízes que ganham mais do que desembargadores e desembargadores que ganham mais do que ministro do STF. Não há um teto mais furado do que esse", ; Gilmar utilizou os salários do Judiciário em São Paulo para ilustrar "o furo do teto"; média salarial dos desembargadores paulistas é R$ 70 mil, acima do teto constitucional de R$ 33,7 mil, que é o vencimento dos ministros do STF

Brasília - Ministro Gilmar Mendes durante sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) para julgamento da validade das delações da JBS (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília - Ministro Gilmar Mendes durante sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) para julgamento da validade das delações da JBS (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)

247 - O ministro do Supremo tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, afirmou que o Poder Judiciário precisa "parar para refletir" a questão do teto salarial da magistratura. "Hoje, há juízes que ganham mais do que desembargadores e desembargadores que ganham mais do que ministro do STF. Não há um teto mais furado do que esse", disparou.

Nesta quarta-feira (9), durante a reunião para discutir a lei Orçamentária Anual para 2018, oito dos 11 ministros do STF disseram ser contrários ao reajuste salarial dos ministros da Corte. Os ministros Ricardo Lewandowski, Luiz Fux e Marco Aurélio Mello votaram favoravelmente pelo reajuste.

O reajuste dos ministros do STF acaba gerando um efeito cascata sobre todo o Poder Judiciário, já que o índice é estendido para os vencimentos de toda a magistratura.

Gilmar utilizou os salários do Judiciário em São Paulo para ilustrar "o furo do teto". A média salarial dos desembargadores paulistas é R$ 70 mil, acima do teto constitucional de R$ 33,7 mil, que é o vencimento dos ministros do STF.

 

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