“Não vai perseguir os servidores”, diz Maia sobre reforma administrativa

Tentando minimizar o tom do governo Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia afirmou que o parlamento não vai fazer uma reforma administrativa para perseguir os servidores públicos

Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia e Paulo Guedes
Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia e Paulo Guedes (Foto: Carolina Antunes - PR)
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247 - Em meio à uma campanha encampada pelo ministro Paulo Guedes por uma reforma administrativa tendo como alvo os servidores, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cobrou o envio da proposta pelo governo Jair Bolsonaro ao Congresso.

Tentando minimizar o tom do governo, Maia afirmou que o parlamento não vai perseguir os servidores públicos.

“A reforma administrativa que nós queremos não vai perseguir os servidores, cortar o salário, não é isso. Queremos olhar o serviço público nos próximos 10 anos, com melhor qualidade, com modernização, menos burocracia e que possamos atender as áreas fundamentais — saúde, educação e segurança —, que a gente possa atender melhor o cidadão”, declarou Maia, em entrevista ao Jornal da Tropical, da TV Tropical RN/Record TV.

“Uma reforma administrativa, com um olhar para os novos servidores e para essa nova administração pública, ela não vai enfrentar os atuais, mas vai gerar melhores condições, onde o mérito tem importância, a melhoria na qualidade da educação possa gerar resultado. Queremos valorizar o servidor. A gente sabe que a sociedade reclama muito do serviço público dos Três Poderes”, disse.

Maia destacou que as duas grandes despesas do governo federal são Previdência e administração pública. “Se a gente não controlar essas despesas e não melhorar a qualidade da administração pública, vamos ter um Estado daqui a alguns anos que vai apenas pagar salário e aposentadoria. Não é isso que a gente quer, queremos um Estado que valorize o servidor público, sobretudo aquele que está na ponta — como professor, médico, policial —, mas que eles tenham condições de atender melhor o cidadão”, defendeu.

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