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'Narrativa vendida por bolsonaristas está desmentida', diz Maria do Rosário sobre repasses para filme de Bolsonaro

Deputada cita documentos divulgados que apontam transferências de US$ 10,6 milhões ligadas a Daniel Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse"

'Narrativa vendida por bolsonaristas está desmentida', diz Maria do Rosário sobre repasses para filme de Bolsonaro (Foto: Reprodução )
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247 - A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) afirmou que as novas revelações sobre o financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia de Jair Bolsonaro, desmontam a versão apresentada por aliados do ex-presidente para contestar as denúncias envolvendo o projeto. Em publicação na rede social X, a parlamentar classificou as informações como "mais uma bomba do Bolsomaster" e questionou os interesses por trás dos recursos destinados à produção.

A declaração foi feita após a divulgação, pelo Intercept Brasil, de documentos e comprovantes bancários que apontam repasses de US$ 10,6 milhões ao fundo responsável pela produção do longa-metragem. Segundo a reportagem, os registros incluem planilhas financeiras e comprovantes de transferências internacionais associadas ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.  

Maria do Rosário destacou que as evidências apresentadas contradizem as tentativas de aliados bolsonaristas de negar a existência de aportes financeiros ligados ao banqueiro. "Transferências bancárias obtidas pelo Intercept Brasil comprovam: Vorcaro, do Banco Master, enviou milhões de dólares para o filme de Bolsonaro no ano passado", escreveu a deputada.

Documentos detalham cronograma de pagamentos

De acordo com a investigação do Intercept Brasil, os documentos obtidos revelam um cronograma de financiamento para o filme "Dark Horse", projeto que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro. A apuração indica que houve uma negociação para aportes que poderiam chegar a US$ 24 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 134 milhões pela cotação da época. 

Entretanto, os registros apontam que ao menos US$ 10,6 milhões, aproximadamente R$ 61 milhões, teriam sido efetivamente transferidos entre fevereiro e maio de 2025. Os recursos foram destinados ao Havengate Development Fund LP, fundo sediado nos Estados Unidos e vinculado à produção do longa.  

Segundo a reportagem, uma planilha denominada "Funding Schedule" detalha 14 parcelas previstas para o financiamento do projeto. Parte desses pagamentos aparece como realizada, totalizando os US$ 10,6 milhões registrados nos documentos analisados pelo veículo. 

Contestação de aliados é alvo de críticas

As novas informações surgem após meses de questionamentos feitos por apoiadores da família Bolsonaro sobre a existência dos repasses. O Intercept afirma que, desde as primeiras reportagens, procurou diferenciar o valor total negociado, de US$ 24 milhões, da quantia efetivamente paga, de US$ 10,6 milhões.  

Foi justamente esse ponto que Maria do Rosário destacou em sua manifestação. "A narrativa vendida por aliados bolsonaristas está desmentida! Quais são os interesses por trás desse financiamento?", escreveu a parlamentar.

A deputada também associou o caso ao contexto econômico vivido pela população brasileira. "Enquanto milhões de brasileiros enfrentam dificuldades para fechar as contas do mês, a família Bolsonaro e Vorcaro nadam no dinheiro do Banco Master", afirmou.

Caso amplia questionamentos sobre o filme

A produção de "Dark Horse" vem sendo alvo de crescente escrutínio desde que vieram a público mensagens, áudios, documentos e comprovantes que apontariam negociações envolvendo integrantes da família Bolsonaro e Daniel Vorcaro para viabilizar financeiramente o projeto cinematográfico.  

Além dos documentos mais recentes, reportagens anteriores já haviam indicado que Flávio Bolsonaro participou de tratativas relacionadas ao financiamento do filme, que tem previsão de lançamento internacional e conta a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.  

Com a divulgação dos novos comprovantes e registros financeiros, o debate sobre a origem dos recursos e os interesses envolvidos no financiamento da produção ganha novo impulso. Para Maria do Rosário, os documentos apresentados reforçam a necessidade de esclarecimentos sobre a operação financeira e sobre os vínculos entre os envolvidos no projeto.

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