Bolsonaro tenta justificar liberação de emendas: 'não tem mala'

"Estamos apenas cumprindo o que a lei determina e nada mais", disse o presidente Jair Bolsonaro em sua página nas redes sociais para justificar os mais de R$ 1 bilhão em emendas liberados pelo governo para deputados que votarem em favor da reforma

O presidente Jair Bolsonaro fala à imprensa após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, no ministério.
O presidente Jair Bolsonaro fala à imprensa após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, no ministério. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABR)

247 - O presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais para tentar explicar as 37 portarias publicadas no 'Diário Oficial da União' para liberação de recursos do orçamento em emendas parlamentares, cuja aplicação é indicada por deputados e senadores que prometem votar a favor da reforma da Previdência.

Enquanto as siglas cobram do governo a liberação das emendas prometidas pelo governo, que ofereceu R$ 20 milhões para cada deputado antes da votação e outros R$ 20 milhões depois, Jair Bolsonaro disse que a liberação é "por conta do orçamento impositivo".

Mais cedo, Bolsonaro disse que se pudesse liberaria todo o dinheiro das emendas previstas em orçamento. 'Não tem conversa escondidinha', disse. . “Tenho 28 anos de Parlamento, tudo o que é liberado está no orçamento. Nada foi inventado, não tem mala, não tem conversa escondidinha em lugar nenhum, é tudo à luz da legislação. É isso que deve estar acontecendo”, afirmou.

De acordo com o líder da bancada do PSOL na Câmara, o deputado Ivan Valente, dos cerca de R$ 1 bilhão liberados em emendas, mais de R$ 440 milhões não têm autorização legislativa, o que é irregular e pode ser enquadrado em crime de responsabilidade.


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