Nassif: militarização do governo e armamento da população são ingredientes essenciais do golpe tramado por Bolsonaro

"Até 2022 se terá uma economia em frangalhos, o aumento ainda maior do desemprego, o fim da ajuda emergencial, um programa de vacinação nas mãos de gestores medíocres, acentuando o quadro de desespero", diz o jornalista Luis Nassif

Luis Nassif e Jair Bolsonaro
Luis Nassif e Jair Bolsonaro (Foto: Brasil 247 | Marcos Corrêa/PR)
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247 - O jornalista Luis Nassif, editor do Jornal GGN, avaliou que a militarização crescente do governo de Jair Bolsonaro e suas investidas sobre a Polícia Militar dos estados são ameaças reais ao que resta da democracia brasileira para as eleições de 2022. 

Em artigo no GGN, Nassif cita o projeto que o governo prepara que visa a retirar o controle dos governadores sobre as Polícias Militares estaduais, conferindo autonomia relativa semelhante à dos Ministérios Públicos, com mandatos para os comandantes, obrigatoriedade de seguir a lista tríplice, assim como a hierarquia na definição das chefias.

Outra ameaça, diz o jornalista, é o estímulo a armar as populações, especialmente os Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs), clubes de tiro e caça estreitamente ligados aos Bolsonaro. A medida pode criar um cenário semelhante ao que ocorreu nos Estados Unidos, com apoiadores de Donald Trump armados e dispostos a defender o presidente no caso de derrota eleitoral. 

"Até 2022 se terá uma economia em frangalhos, o aumento ainda maior do desemprego, o fim da ajuda emergencial, um programa de vacinação nas mãos de gestores medíocres, acentuando o quadro de desespero", diz Nassif. 

O jornalista traça duas hipóteses para o quadro político em 2022: "Bolsonaro catalisando o desespero. Nessa hipótese, ele chegaria a 2022 em condições de vencer as eleições. Sendo reeleito, teria a força política necessária para tentar o golpe final. Bolsonaro perdendo apoio. Havendo perspectiva de perdas das eleições, também tentaria o golpe final, conforme o ensaio nas últimas declarações de apoio a Trump. E encontraria pela frente uma oposição desorganizada, mesmo eventualmente elegendo um competidor", avalia. 

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