No auge de torturas e prisões, Marin louva Fleury

Em registro recuperado pelo 247, de 1976, então deputado estadual da Arena e hoje presidente da CBF elogia o "delegado de polícia Sérgio Fleury", conhecido por liderar caçadas políticas e torturar pessoalmente opositores do regime militar; "Queremos, nesta oportunidade, prestar nossos melhores cumprimentos a um homem que, de há muito, vem prestando relevantes serviços à coletividade, embora nem sempre tenha sido feita justiça a seu trabalho", iniciou José Maria Marin; jornalista Vladimir Herzog fora morto no Doi-Codi paulistano um ano antes; íntegra

No auge de torturas e prisões, Marin louva Fleury
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247 - Na semana passada, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, usou o site da entidade para responder a acusações de que teria contribuído para a morte do jornalista Vladimir Herzog, durante a ditadura militar (leia mais). A simpatia pelo delegado Sérgio Fleury, contudo, Marin não pode mais negar. Em registro recuperado pelo 247, o então deputado estadual por São Paulo cumprimenta "um homem que, de há muito, vem prestando relevantes serviços à coletividade, embora nem sempre tenha sido feita justiça a seu trabalho".

Marin segue seus elogios ao homem que coordenava torturas durante o regime militar: "Dizemos isto depois de verificar, mais uma vez, seu trabalho na solução de um crime que abalou não só o Estado de Mato Grosso, mas, temos certeza absoluta, todo o Brasil. E nós, que conhecemos de perto sua personalidade, não só como exemplar chefe de família, como homem cumpridor de seus deveres e, acima de tudo, com uma vocação das mais raras, das mais elogiáveis, que é o cumprimento de seu dever como polícia, nos sentimos na obrigação, neste momento em que todo o país toma conhecimento da solução desse crime que abalou todo o Brasil, de fazer aqui a devida justiça ao delegado Sérgio Fleury e à sua valorosa equipe".

Leia o discurso na íntegra:

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