Nota de Salles intensifica conflito com ala militar e arrisca sua permanência no governo Bolsonaro

O ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, emitiu uma nota na terça-feira que desagradou aos integrantes do núcleo duro do governo Jair Bolsonaro. Salles já reclamou de que estava sendo “fritado” pelos militares, e criticou os generais Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, e Braga Netto, da Casa Civil, no comunicado

Salles quer barrar recursos internacionais para ONGs na Amazônia
Salles quer barrar recursos internacionais para ONGs na Amazônia (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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247 - Após o ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, emitir uma nota na terça-feira (25) alertando que, por falta de verbas, a pasta de sua responsabilidade iria paralisar todas as atividades de combate ao desmatamento na Amazônia e no Pantanal, integrantes do núcleo duro do governo Jair Bolsonaro, que foram pegos de surpresa, passaram a avaliar que a permanência do ministro é incerta. A reportagem é do jornal O Globo. 

Salles destacou na nota que “o bloqueio atual de cerca de R$ 60 milhões de reais para IBAMA e ICMBIO foi decidido pela Secretaria de Governo/SEGOV e pela Casa Civil”. As pastas da Secretaria de Governo/SEGOV e da Casa Civil são comandadas pelos generais Luiz Eduardo Ramos e Braga Netto, respectivamente, o que intensificou desentendimento existente entre o ministro do Meio Ambiente com a ala militar do governo.

Há alguns meses, Salles relatou a pessoas próximas que estava sendo “fritado” pela ala militar, tentando mudar de pasta na Esplanada. A interlocutores, o ministro demonstrou que está cansado de “apanhar sozinho”, acrescenta a reportagem. 

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