Nova coordenadora da Lava Jato sobre blindar tucanos em São Paulo: "não há preferência partidária"

A nova coordenadora da Lava Jato em São Paulo, a procuradora Janice Ascari, disse que as críticas de partidarização da Lava Jato paulista são infundadas. A reclamação pe de que, enquanto a República de Curitiba persegue lideranças do PT, a Lava Jato paulista abafa para blindar os os tucanos. "Tem muita coisa que ainda vem por aí", disse ela

Janice Ascari
Janice Ascari (Foto: AMPEP)

247 - A coordenadora da Lava Jato em São Paulo, a procuradora Janice Ascari respondeu as críticas de que força tarefa paulista é lenta, partidária e evitaria investigações relacionadas aos tucanos.

Segundo ela, as limitações em comparação com estados como Rio de Janeiro e Paraná é porque a equipe lida com crimes diversos.

"Temos casos pontuais que envolvem a administração do Estado de SP. E eu digo pontuais porque o MPF (Ministério Público Federal) só pode atuar quando há crime federal ou verba federal incluída em determinada obra, o que nem sempre acontece. Então muitas vezes nossa atuação em relação ao governo estadual de SP pode ficar prejudicada porque é atribuição do Ministério Público estadual, num primeiro momento", justificou a procuradora.

Janice foi assessora do ex-Procurador Geral da República Rodrigo Janot e nomeada na semana passada pelo novo Procurador Geral, Augusto Aras, para chefiar a operação em São Paulo. Iniciou os trabalhos na coordenação paulista no dia 10 de outubro, sucedendo Anamara Osório Silva, nomeada para Secretaria da Cooperação Internacional da PGR em Brasília.

A procuradora, que já apareceu em conversas do Telegran falando com Deltan sobre a parcialidade de Moro, disse que as críticas de partidarização da Lava Jato paulista são infundadas. A reclamação pe de que, enquanto a República de Curitiba tem como alvo o PT, a Lava Jato paulista ignora os tucanos.

"Absolutamente não há uma preferência partidária sobre A ou B. O que nós temos são crimes e pessoas cometendo crimes – e essas pessoas estão sendo investigadas e denunciadas pela equipe de SP. E tem muita coisa que ainda vem por aí", disse ela.

Na Vaza Jato, Janice aparece conversando com o procurador Deltan Dallgnol sobre o desconforto da participação do ex-juiz Sergio Moro como ministro de Jair Bolsonaro. Na mensagem, Deltan reafirmou sua lealdade ao ex-juiz, mas não escondeu a preocupação com a repercussão negativa sobre a imparcialidade da operação.

Deltan Dallagnol – 11:50:41 – Jan, não sei qual sua posição sobre a saída do Moro pro MJ, mas temos uma preocupação sobre alegações de parcialidade que virão. Não acredito que tenham fundamento, mas tenho medo do corpo que isso possa tomar na opiniã pública. Na minha perspectiva pessoal, hoje, Moro e LJ estão intimamente vinculados no imaginário social, então defender o Moro é defender a LJ e vice-versa. Ainda que eu tenha alguma ponderação pessoal sobre a saída dele, que fiz diretamente a ele, é algo que seria importante – se Vc concordar – defender… Quanto à delação do Palocci, tema em que podem entrar, expliquei essa questão na minha entrevista da Folha de umas semanas atrás, não sei se chegou a ver, então mando aqui… bjus
https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/10/deltan-dallagnol-critica-discurso-hipocrita-a-favor-da-lava-jato.shtml

Janice Ascari – 12:55:05 – Oi querido, nosso pensamento é convergente. Também me preocupo com esse aspecto da parcialidade dele, porque põe em dúvida, também, o trabalho do MPF. Pretendo, além de, claro, defender a LJ como sempre faço (até quando não concordo com algumas coisas rsrs), mostrar que o Ministério da Justiça tem muita coisa com que se preocupar além da LJ, que continuará com Moro ou sem Moro.

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