O marketing do governo Bolsonaro nos primeiros meses de mandato

O governo do novo presidente, Jair Bolsonaro, é uma das eras mais polêmicas da história recente da nossa democracia.

O marketing do governo Bolsonaro nos primeiros meses de mandato
O marketing do governo Bolsonaro nos primeiros meses de mandato (Foto: Divulgação)

O governo do novo presidente, Jair Bolsonaro, é uma das eras mais polêmicas da história recente da nossa democracia. Com o objetivo de se destacar e se diferenciar da maneira que os atuais governantes lidam com o dinheiro público, algumas atitudes vem sendo muito criticadas tanto pela mídia, quanto pessoas contra o governo e até mesmo alguns apoiadores. O marketing do governo, por exemplo, é feito em sua maioria através das redes sociais, uma das maneiras que a gestão tem utilizado para economizar nos gastos, em vez da tradicional TV.

O alcance não é dos menores, o próprio Jair Bolsonaro possui mais de três milhões de seguidores no Twitter. No Facebook são mais de 9 milhões de seguidores e isso tudo sem contar o fato que suas postagens costumam ter milhares de compartilhamentos. O efeito viral ajuda a garantir que várias pessoas tenham acesso às polêmicas postagens. No entanto, existem algumas situações em que o tiro saiu pela culatra, como veremos a seguir.

Chinelo, tactel e camisa do Palmeiras

Este é um dos melhores exemplos para justificar o fato que a ideia de mostrar um governo mais simples deve ser feita de maneira cautelosa. Na ocasião, o presidente apareceu em uma foto, com seus ministros, vestindo uma calça tactel, camisa do palmeiras, blazer e um par de chinelos. Alguns, em especial os apoiadores incondicionais do governo, afirmaram que tal traje era para exemplificar simplicidade.

No entanto, tamanha falta de decoro por parte do presidente foi um prato cheio na mão dos críticos. Afinal de contas, eles afirmam que tal apresentação pessoal no momento em que ele discute os ajustes da previdência é, simplesmente, um grande descaso com a população. De qualquer forma, além das motivações para utilização do traje, vários aproveitaram para fazer piadas quanto à torcida do presidente pelo Palmeiras.

A música do Sonic

Uma das situações mais inusitadas foi quando Bolsonaro decidiu utilizar o Twitter para anunciar alguns detalhes sobre como o investimento em infraestrutura estava sendo feito no novo governo. O que chamou a atenção, no entanto, foi o fato do vídeo utilizar a música tema do jogo Sonic: The Hedgehog (2006). Ou seja, a trilha sonora do vídeo teve mais destaque que o próprio conteúdo, além de ferir a lei de direitos autorais. Isso vai contra o princípio básico do comunicado, que era justamente trazer informações para os brasileiros. A comunidade de gamers, por outro lado, encarou o fato como um caso inusitado e curioso. As pessoas que trabalham na SEGA, desenvolvedora do game, inclusive compartilharam o tuíte do governante.O que torna todo o ocorrido mais interessante é que esta foi uma das versões do Sonic mais criticadas pelos jogadores da série Sonic. Aliás, muitos competidores de games levam a sério os jogos, prova disso é o projeto de lei que visa tornar os esportes eletrônicos regulamentados no Brasil. Aprovada a lei, pode haver grande aumento no número de investidores de tal mercado, seja de patrocinadores, desenvolvedores e plataformas de análise de serviços online como apostas esportivas confiáveis e campeonatos virtuais

A Blair House

O pessoal do marketing do novo governo realizaram uma grande gafe ao chegar nos EUA, em uma visita a Trump, recentemente. No seu perfil oficial, Bolsonaro afirmou que o convite para ficar na Blair House, um imóvel em frente à Casa Branca, era uma honraria concedida a poucos chefes de estado.

O presidente também destacou que isso garantia que o Governo Brasileiro não gastasse um centavo dos cofres públicos. No entanto, se hospedar na Blair House não é uma honraria concedida a poucos, na verdade, é praxe que chefes de estado, em visita ao presidente americano, fiquem hospedados no imóvel. Afinal de contas Lula e Dilma, por exemplo, ficaram na hospedagem. As críticas, neste caso, foram voltadas ao fato que o governante criou uma notícia falsa.

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