'O ministro cometeu crime tal qual corrupção', diz líder da Rede sobre Moro

Após fazer uma defesa ferrenha para que o Coaf ficasse sob a batuta do Ministério da Justiça, a Rede decidiu deixar de lado o apoio ao ministro da Justiça, Sérgio Moro; divulgação das conversas entre Moro e integrantes da Lava Jato sobre como manipular dados e informações referentes à operação levou o partido a tomar a decisão; "É um crime de igual teor quanto a corrupção", disse o senador Randolfe Rodrigues

'O ministro cometeu crime tal qual corrupção', diz líder da Rede sobre Moro
'O ministro cometeu crime tal qual corrupção', diz líder da Rede sobre Moro (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
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247 - Após fazer uma defesa ferrenha para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ficasse sob a batuta do Ministério da Justiça, a Rede decidiu deixar de lado o apoio ao ministro da Justiça, Sérgio Moro. Segundo o blog do jornalista Tales Faria, a divulgação das conversas entre Moro e integrantes da Lava Jato sobre como manipular dados e informações referentes à operação levou o partido a tomar a decisão. "´É um crime de igual teor quanto a corrupção", disse o líder da Rede no Senado, Randolfe Rodrigues (AP).

Ainda segundo a reportagem, o parlamentar avaliou ser "praticamente impossível que [Moro] venha a ser ministro do Supremo Tribunal Federal". "Aqui no Senado, tenho certeza de que ele não teria os 41 votos necessários", número necessário para que uma possível nomeação fosse confirmada.

"Ele preferiu servir a governos. Resolveu promover a sua carreira, tentando ser no futuro, talvez, ministro do STF ou presidente da República", disse. Randolfe também destacou que as gravações apontam que Moro teria atuado como uma espécie de aliado da Lava Jato, deixando a imparcialidade de lado, além de revelar que o ex-juiz teve uma "atuação no pleito eleitoral, em seguida assumindo uma vaga no governo que se sagrou vitorioso".

Para o parlamentar, as gravações mostram, ainda, que algumas ações da Operação Lava Jato foram comprometidas. "Aquela em relação ao ex-presidente Lula é uma delas", afirmou.

 

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