'O MP, tão ativo, vai fazer algo?', questiona Amorim sobre incêndio

O ex-chanceler e ex-ministro da Defesa Celso Amorim lamentou o incêndio que destruiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro e cobrou que o MP apure as responsabilidades da tragédia; "Tristeza e revolta por essa perda irreparável, cuja responsabilidade, em parte ao menos, vai para os autores da " PEC dos gastos". Existirá justiça para eles? O MP, tão ativo, vai fazer algo?", questionou; afirmação é uma crítica direta ao congelamento de gastos imposto ao país pelo governo Michel Temer, que agravou o desmonte do Estado brasileiro em diversas áreas, incluindo na Cultura, Educação e Ciência

'O MP, tão ativo, vai fazer algo?', questiona Amorim sobre incêndio
'O MP, tão ativo, vai fazer algo?', questiona Amorim sobre incêndio

247 - O ex-chanceler e ex-ministro da Defesa Celso Amorim lamentou o incêndio que destruiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro neste domingo (2) e cobrou que o Ministério Público apure as responsabilidades da tragédia. "Tristeza e revolta por essa perda irreparável, cuja responsabilidade, em parte ao menos, vai para os autores da " PEC dos gastos". Existirá justiça para eles? O MP, tão ativo, vai fazer algo?", questionou Amorim ao Brasil 247. O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) também destacou, em um vídeo postado nas redes sociais poucas horas após o início do incêndio, que "a tragédia do Museu Nacional é uma metáfora do Brasil".

As afirmações são uma crítica direta ao congelamento de gastos imposto ao país pelo governo Michel Temer que agravou o desmonte do Estado brasileiro em diversas áreas, incluindo na Cultura, Educação e Ciência. Segundo o deputado, nesta segunda feira (3/9), haverá atos no Rio de Janeiro e em todo o Brasil para denunciar os cortes no orçamento e o sucateamento das instituições. "Atos de denúncia desse descalabro em que todo o país está mergulhado. Mas, a cultura, que foi quem mais resistiu ao golpe, parece que o destino resolveu castigar com esse incêndio que leva embora o mais importante museu natural da América Latina", disse.

O incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro, situado na Quinta da Boa Vista, na capital fluminense, começou por volta das 19h deste domingo (2) e foi controlado apenas por volta das 3h da manhã desta segunda-feira (3). Porém, os bombeiros continuam no local fazendo o trabalho de rescaldo e de combate a outros focos de fogo. As informações são do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.

O Corpo de Bombeiros informou que até o momento não há ainda dados sobre as causas do incêndio. O Museu Nacional reunia um acervo de mais de 20 milhões de itens dos mais variados temas, coleções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia e arqueologia, incluindo o mais antigo fóssil humano encontrado nas Américas, que remete a 12 mil anos, e representa uma jovem de 20 a 24 anos. O museu é a mais antiga instituição histórica do país, pois foi fundado por dom João VI em 1818.

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