OAB pede fim de sigilo em delação de ex-governador do MT

Seccional mato-grossense da OAB anunciou que irá protocolar um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), para que seja determinado o fim do sigilo da delação premiada do ex-governador do Estado Silval Barbosa (PMDB); pedido vem na esteira da divulgação das imagens feitas por Silval e divulgadas pela televisão do pagamento de propinas a diversos políticos em uma das salas do Palácio do Governo do Mato Grosso; Todas as vezes que o Brasil precisou, a Ordem não se furtou e agora não será diferente, vamos continuar agindo em defesa da sociedade. Vivemos um deprimente momento de degradação moral", disse o presidente da OAB-MT, Leonardo Campos

Silval Barbosa
Silval Barbosa (Foto: Paulo Emílio)

247 - A seccional mato-grossense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) anunciou que irá protocolar um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), para que seja determinado o fim do sigilo da delação premiada do ex-governador do Estado Silval Barbosa (PMDB). Pedido para fim do sigilo vem na esteira da divulgação das imagens feitas por Silval e divulgadas pela televisão do pagamento de propinas a diversos políticos em uma das salas do Palácio do Governo do Mato Grosso.

Nos vídeos, deputados e prefeitos de diversos partidos – incluindo o atual prefeito da capital, Emanuel Pinheiro (PMDB) - foram filmados recebendo grandes quantias em dinheiro que eram guardadas em bolsas, mochilas, malas e até em caixas de papelão. As gravações foram feitas pelo ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio César.

"O momento exige maturidade e serenidade. Todas as vezes que o Brasil precisou, a Ordem não se furtou e agora não será diferente, vamos continuar agindo em defesa da sociedade. Vivemos um deprimente momento de degradação moral", disse o presidente da OAB-MT, Leonardo Campos.

Campos diz entender a "necessidade de sigilo para assegurar as investigações, no entanto, diante do conteúdo que já se tornou público, a sociedade merece saber o que realmente aconteceu ou está acontecendo, não se podendo admitir que dúvidas pairem sobre agentes públicos". "Há que se ter sempre em mente os princípios constitucionais da publicidade e acesso à informação", destacou.

 

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