Oposição pede impeachment de presidente de direita do Paraguai; Bolsonaro promete ajudá-lo

A oposição paraguaia pediu o impeachment do presidente da República Mario Abdo Benítez, acusado de traição à pátria por ter assinado com o Brasil documento que aumenta custos com energia em US$ 200 milhões; Bolsonaro disse que vai ajudá-lo

(Foto: Antonio Cruz/Ag. Brasil)

247 - A oposição paraguaia pediu o impeachment do presidente da República Mario Abdo Benítez,  acusado de traição à pátria por ter assinado com o Brasil documento que aumenta custos com energia em US$ 200 milhões. 

Partidos oposicionistas anunciaram nesta quarta-feira (31) que apresentarão um pedido de impeachment contra o presidente, Mario Abdo Benítez, e o vice-presidente, Hugo Velázquez. 

A crise política no país vizinho foi deflagrada pela assinatura de um acordo energético com o Brasil.  

O acordo estabelece um cronograma para a compra de energia gerada pela hidrelétrica binacional Itaipu até o ano de 2022.   

O documento foi assinado em maio, mas só se tornou conhecido do público na semana passada. 

Segundo informações da Folha de S.Paulo, esse acordo elevará os custos para a empresa estatal de eletricidade do Paraguai em mais de US$ 200 milhões.   

"Vamos preparar a documentação necessária para o processo por traição à pátria. Isso significa mau desempenho, e serão necessárias novas eleições", disse Efraín Alegre, presidente do Partido Liberal, o principal partido oposicionista do país.    

Jair Bolsonaro prometeu nesta quarta-feira (31) ajudar seu colega paraguaio.   "Nosso relacionamento com o Paraguai é excepcional, excelente. Estamos dispostos a fazer justiça nesta questão de Itaipu binacional que lá é importantíssima para o Paraguai e importante para nós", disse Bolsonaro.   "Ontem [terça] eu conversei com o [general Joaquim] Silva e Luna, o presidente da parte brasileira de Itaipu. Estamos resolvendo este assunto. Pode deixar que o Marito [Abdo Benítez] vai ser reconhecido pelo bom trabalho que está fazendo no Paraguai", acrescentou.  

Também os Estados Unidos estão buscando interferir na crise do país sul-americano. O embaixador americano em Assunção, Lee McClenny, usou uma rede social para expressar sua “profunda preocupação” com o processo de impeachment. “Esperamos que os processos democráticos e a Constituição sejam respeitados, tomando-se decisões com calma e de forma participativa”, escreveu.

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