“Origem do meu governo está nas lutas sociais”

Presidente Dilma Rousseff, que celebrou o Natal hoje com catadores e moradores de rua no Centro de Exposições do Anhembi, em São Paulo, ressaltou que "é impressionante" o que a categoria conquistou até aqui; "Hoje, nós reconhecemos as demandas de todas as parcelas da população", disse; acompanhada de ministros, senadores e deputados, Dilma recebeu reivindicações da classe, assistiu desfile de moda reciclada e assinou decreto que institui o Programa Nacional de Apoio ao Associativismo e Cooperativismo Social; tradição da presença do presidente da República na cerimônia foi iniciada pelo ex-presidente Lula em seu primeiro ano de governo

Presidente Dilma Rousseff, que celebrou o Natal hoje com catadores e moradores de rua no Centro de Exposições do Anhembi, em São Paulo, ressaltou que "é impressionante" o que a categoria conquistou até aqui; "Hoje, nós reconhecemos as demandas de todas as parcelas da população", disse; acompanhada de ministros, senadores e deputados, Dilma recebeu reivindicações da classe, assistiu desfile de moda reciclada e assinou decreto que institui o Programa Nacional de Apoio ao Associativismo e Cooperativismo Social; tradição da presença do presidente da República na cerimônia foi iniciada pelo ex-presidente Lula em seu primeiro ano de governo
Presidente Dilma Rousseff, que celebrou o Natal hoje com catadores e moradores de rua no Centro de Exposições do Anhembi, em São Paulo, ressaltou que "é impressionante" o que a categoria conquistou até aqui; "Hoje, nós reconhecemos as demandas de todas as parcelas da população", disse; acompanhada de ministros, senadores e deputados, Dilma recebeu reivindicações da classe, assistiu desfile de moda reciclada e assinou decreto que institui o Programa Nacional de Apoio ao Associativismo e Cooperativismo Social; tradição da presença do presidente da República na cerimônia foi iniciada pelo ex-presidente Lula em seu primeiro ano de governo (Foto: Gisele Federicce)
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247 – Seguindo a tradição iniciada pelo ex-presidente Lula em seu primeiro ano de governo, 2003, seguindo até o último, 2010, a presidente Dilma Rousseff participou nesta quinta-feira 19 da celebração de Natal dos catadores e moradores de rua no Centro de Exposições Anhembi, em São Paulo. O encontro do presidente da República com os personagens mais pobres da cena urbana virou marca registrada das gestões do PT, fortalecida com a adesão de Dilma.

“A origem do meu governo está nas lutas sociais”, discursou a presidente, ao lado dos ministros Gilberto Carvalho, Tereza Campello, Alexandre Padilha e Aloizio Mercadante, além do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e do deputado Paulo Maluf (PP-SP), que foi vaiado. A presidente ressaltou que "é impressionante" o que a categoria conquistou até aqui, com a formação de catadores e a inclusão da tecnologia, e lembrou que "hoje, nós reconhecemos as demandas de todas as parcelas da população".

Mais cedo, pelo Twitter, ela falou sobre a tradição do evento e a participação anual do presidente da República, iniciada por Lula. "O presidente Lula iniciou uma tradição, que eu mantenho, de celebrar o Natal com os catadores e moradores de rua. É uma oportunidade para lembrar que o nosso governo tem compromisso com todos os brasileiros e brasileiras. Esse Natal com os catadores e os moradores de rua é sempre emocionante. Hoje estarei em São Paulo para mais uma dessas celebrações", escreveu.

Dilma Rousseff ressaltou também o fato de que o local da feira Expocatadores, que também acontece no Anhembi, é um "espaço privilegiado para exposições internacionais". "Visitarei a Expocatadores. Imagine vocês, uma feira de catadores em pleno Anhembi, espaço privilegiado para exposições internacionais", disse.

"A cerimônia reafirma que o Estado brasileiro trabalha para todos, criando condições para que todos tenham direito a oportunidades", afirmou Dilma, lembrando que "hoje, todos os moradores de rua têm direito ao Bolsa Família e acesso aos Centro POP – Centros de assistência social para a população de rua". A presidente também participa do Prêmio Cidade Pró-Catador, de boas práticas de inclusão dos catadores.

A presença do presidente da República no encontro de Natal dos catadores e moradores de rua de São Paulo foi iniciada por Lula no dia 24 de dezembro de 2003 e cumprida até o último ano da gestão do ex-presidente, período em que foi convidado de honra de todas as cerimônias anuais. Desde que deixou o poder, a presença passou a ser marcada por Dilma Rousseff. O antecessor, no entanto, sempre manteve reuniões com a categoria.

Confira reportagem da Agência Brasil sobre a cerimônia:

Dilma participa do Natal dos Catadores em São Paulo e anuncia censo da população de rua

Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff participou hoje (19), na capital paulista, da quarta edição do Natal dos Catadores, que ocorre durante a Expocatadores, no Centro de Exposições do Anhembi. "Continuamos fortalecendo a política para catadores. Em 2013, somente em inclusão produtiva, foram investidos R$ 180 milhões", informou. Ela também anunciou que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai fazer o censo da população de rua, cujas lideranças também participaram do evento.

Para a presidenta, a presença no Natal dos Catadores demonstra o reconhecimento do governo às demandas de todas as parcelas da população. "Reconhecemos, consideramos e olhamos os catadores e a população de rua como cidadãos do nosso país", declarou Dilma. Ela destacou também os investimentos no Programa Cataforte, de fortalecimento de cooperativas, associações e redes de catadores de materiais recicláveis.

"Nos comprometemos a investir R$ 200 milhões em ações para capacitação, assessoramento técnico, construção de unidades de triagem e aquisição de equipamentos nos próximos três anos. Somente nos primeiros três meses, cumprimos a meta", comemorou. Além da presidenta, dez ministros de Estado participaram do evento.

Durante a Expocatadores, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou um convênio de R$ 3,3 milhões com a rede Cata Sampa, grupo formado por 15 cooperativas e associações de catadores, para compra de equipamentos utilizados em ações que impactam no meio ambiente e em melhores condições de saneamento.

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, por sua vez, assinou convênios com organizações para capacitação da população de rua visando à geração de trabalho e renda, além de firmar parceria com a Secretaria de Trabalho do Amazonas.

Representantes do Movimento Nacional de Catadores de Rua e do Movimento Nacional da População em Situação de Rua apresentaram novas demandas do setor para o governo federal. Roberto Rocha, integrante do movimento de catadores, lembrou que alguns prazos da Política Nacional de Resíduos Sólidos terminam no próximo ano. "A logística reversa tem que contar com a participação dos catadores, devemos dizer não à incineração", defendeu.

O Movimento Nacional da População de Rua, por sua vez, lembrou as 308 mortes de moradores de rua ocorridas neste ano e reforçou a necessidade de ampliar a experiência de centros de direitos humanos para atendimento a essa população. "Vivemos décadas de esquecimento e ainda hoje vemos nas cidades as campanhas antimendigo. É a cultura do ódio ao pobre", declarou Samuel Rodrigues, coordenador nacional do movimento. Ele cobrou políticas de acolhimento.

A presidenta Dilma confirmou ainda que o IBGE vai fazer o censo da população de rua. "É uma reivindicação de vocês e sabemos que, quanto mais conhecermos essa população, quem é e como é, será possível desenvolver políticas mais adequadas", apontou. Ela disse também que os pleitos apresentados no encontro pelos movimentos serão discutidos posteriormente com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que esteve presente no evento.

Durante o discurso da presidenta Dilma, um grupo de jovens do coletivo Juntos protestou na plateia, com cartazes e máscaras, cobrando uma resposta do governo brasileiro à carta do norte-americano Edward Snowden, que denunciou o esquema de espionagem mantido pelo governo do seu país, e ao pedido de asilo político que teria feito ao Brasil.

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