Outra vítima da crise Temer: Correios terão rombo de R$ 1,3 bi em 2017

Os Correios devem fechar 2017 com prejuízo de R$ 1,3 bilhão, segundo projeção do presidente da estatal, Guilherme Campos, apresentada em uma reunião na última terça-feira, no Palácio do Planalto; se confirmada, será o quinto ano consecutivo em que a companhia fechará no vermelho; nos primeiros quatro meses deste ano, o prejuízo acumulado é de R$ 800 milhões

Brasília - O presidente dos Correios, Guilherme Campos, dá entrevista coletiva, na sede da estatal. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília - O presidente dos Correios, Guilherme Campos, dá entrevista coletiva, na sede da estatal. (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Charles Nisz)
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247 - Os Correios devem fechar 2017 com prejuízo de R$ 1,3 bilhão, segundo projeção do presidente da estatal, Guilherme Campos, apresentada em uma reunião na última terça-feira (13), no Palácio do Planalto. Se confirmada, será o quinto ano consecutivo em que a companhia fechará no vermelho. Nos primeiros quatro meses deste ano, o prejuízo acumulado é de R$ 800 milhões, segundo informações do Estadão.

Uma das ideias para reverter a crise é alterar o plano de saúde dos funcionários. Hoje a empresa paga 93% dos planos de funcionários, estendendo o benefício a cônjuges, filhos e pais. A intenção é pagar 100% do benefício, porém apenas para funcionários ativos e aposentados, excluindo parentes.

Do déficit de R$ 800 milhões dos quatro primeiros meses do ano, R$ 600 milhões foram referentes ao custo do plano de saúde dos funcionários. Do rombo de R$ 2 bilhões registrado em 2016, R$ 1,8 bilhão, segundo o presidente, foi consequência dessa cobertura estendida do plano de saúde.

Acordo
Campos defende um acordo com funcionários para resolver a situação. “[Sem acordo] O plano de saúde vai representar a morte da empresa”, afirmou. A explicação para o alto custo do plano de saúde era justamente a inclusão dos pais dos empregados na cobertura. A proposta da estatal representaria economia de um terço do déficit da empresa, ou cerca de R$ 600 milhões, segundo o executivo.

Na reunião com os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia), Dyogo Oliveira (Planejamento) e funcionários técnicos da assessoria jurídica do governo, Campos fez relatos de que, se o plano de saúde não for extinto ainda neste ano, a “reestruturação” dos Correios fica comprometida.

Na apresentação obtida pela reportagem, há uma série de propostas apresentadas, inclusive uma que prevê o aumento da participação do empregado no plano de Saúde dos atuais 7% para 50%, além da exclusão dos pais. Campos nega: “Temos apenas uma proposta, o restante são apenas conversas”.

Outro objetivo que consta na apresentação, elaborada pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas estatais (Sest) e pelo Ministério do Planejamento, é acelerar o desenvolvimento de parcerias estratégicas com o setor privado com “diversas alternativas”, como oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), fusão e aquisição (M&A, na sigla em inglês) ou joint venture.

A apresentação feita por Campos aos ministros e técnicos destaca ainda a “baixa adesão” de 5.544 empregados ao Plano de Demissão Voluntária (PDV), o que deve garantir uma redução de R$ 645 milhões por ano. Segundo a proposta, é preciso continuar as medidas de redução de custo, principalmente em estrutura organizacional. A direção estima que haja 17 mil funcionários que se encaixem no perfil do PDV – com mais de 55 anos ou mais de 15 anos de tempo de serviço.

 

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