Padilha ensaia recuo do recuo sobre médicos cubanos

Ministro da Saúde responde à reportagem da Folha de S.Paulo e diz que o governo não desistiu de contratar profissionais da ilha para trabalhar no Brasil; pasta não nega, no entanto, que negociação para a vinda de seis mil médicos cubanos foi suspensa, e confirma que prioridades, agora, são Portugal e Espanha

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Padilha ensaia recuo do recuo sobre médicos cubanos (Foto: Antonio Cruz)


247 – O Ministério da Saúde negou nesta segunda-feira ter desistido de contratar médicos cubanos para trabalhar no Brasil. A informação foi dada ao jornal O Globo como resposta a uma reportagem da Folha de S.Paulo, que noticia que o governo federal teria suspendido a negociação com Cuba para a vinda de seis mil profissionais da ilha. A contratação seria feita por meio do Programa Mais Médicos, que será anunciado nesta tarde no Palácio do Planalto.

A resposta da pasta é um ensaio do recuo do recuo por parte do ministro Alexandre Padilha. Apesar de negar que o governo desistiu dos cubanos, o ministério confirma a informação de que a ilha não é mais prioridade do programa, e sim profissionais de Portugal e Espanha. As justificativas do ministério são a facilidade do idioma e a experiência no trabalho com saúde da família em comunidades carentes.

O governo alega ainda que o Programa Mais Médicos não tem exclusão de nacionalidades. O único critério para a escolha do país é que não haja uma proporção de médicos para cada 1.000 habitantes inferior à do Brasil. No caso, o número de Cuba – 6,4 médicos para cada 1.000 habitantes – é superior à da Espanha, que possui 4 profissionais para cada 1.000 cidadãos. Pelo Twitter, Padilha não comentou a reportagem da Folha, mas escreveu, para provar o déficit de médicos no País: "De 2003 a 2011, foram 147 mil vagas contra 93 mil profissionais formados, um déficit 54 mil médicos".

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