País não aguenta mais lidar com Cunha, diz líder do PT

Ao ser questionado por um grupo de jornalistas nesta quinta (28) sobre a postura do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de entrar com medidas judiciais contra os deputados que fizeram críticas a ele, durante a sessão que votou o impeachment, no último dia 17, o líder do PT na Casa, deputado Afonso Florence (BA), disse que a postura revela um destempero de quem perdeu a calma; "É ação de quem se vê em situação difícil", destacou

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RBA - Ao ser questionado por um grupo de jornalistas hoje (28) sobre a postura do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de entrar com medidas judiciais contra os deputados que fizeram críticas a ele (Cunha), durante a sessão que votou o impeachment, no último dia 17, o líder do PT na Casa, deputado Afonso Florence (BA), disse que a postura revela um destempero de quem perdeu a calma. "É ação de quem se vê em situação difícil", destacou, acrescentando que Cunha é "um dos líderes da quadrilha que assaltou a Petrobras".

Florence lembrou da delação premiada feita pelo lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, à Justiça e ratificada esta semana em depoimento no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa, que confirmou o pagamento de propina a Cunha.

"Ele colhe o reflexo de tudo o que fez até agora no plenário da Câmara", destacou o líder, ao lembrar as constantes manobras regimentais observadas por parte do parlamentar ao longo dos últimos anos e as reações indignadas dos deputados na sessão do impeachment, que reclamaram de uma votação tão importante para o país ter sido conduzida por "alguém que não tem condições de sentar no cargo e é réu em processo no Supremo Tribunal Federal (STF)".

"Cunha chegou a tomar atitudes absurdas, como autorizações para que pessoas entrassem no salão verde e agredissem verbalmente parlamentares. Já responde no STF a processo, já responde a representação que o investiga no Conselho de Ética desta Casa e está numa situação muito difícil”, destacou, ao acrescentar que as provas incriminadoras contra o parlamentar só aumentam.

O líder também disse que o país não aguenta mais lidar com um presidente da Câmara desse tipo e que os deputados estão empenhados em ver a Casa voltar a ser uma representação dos que trabalham pelos direitos e defesa dos cidadãos.

Ele destacou ainda esperar que trabalhadores tenham consciência, no próximo domingo (Dia do Trabalho) que o que está em jogo com o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff é a quebra de dispositivos constitucionais que atentam contra a democracia do país.

“Esperamos contar com um número ainda mais expressivo nas ruas neste 1º de maio, uma vez que as mobilizações de apoio ao governo e pela democracia já começaram a ser observadas desde hoje”, ressaltou.

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