Palocci diz que Dilma favoreceu Odebrecht em leilão com ágio de 294%

Em seu desespero para obter uma delação premiada, o ex-ministro Antonio Palocci acusa a presidente deposta Dilma Rousseff de ter favorecido a Odebrecht no leilão para a concessão do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro; Palocci diz ter ido a Dilma para que o leilão não fosse competitivo; o curioso, no entanto, é que o consórcio da Odebrecht arrematou a concessão do Galeão por nada menos que R$ 19 bilhões, com ágio de 294% – ou seja, foi o "favor" mais caro de todos os tempos

Em seu desespero para obter uma delação premiada, o ex-ministro Antonio Palocci acusa a presidente deposta Dilma Rousseff de ter favorecido a Odebrecht no leilão para a concessão do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro; Palocci diz ter ido a Dilma para que o leilão não fosse competitivo; o curioso, no entanto, é que o consórcio da Odebrecht arrematou a concessão do Galeão por nada menos que R$ 19 bilhões, com ágio de 294% – ou seja, foi o "favor" mais caro de todos os tempos
Em seu desespero para obter uma delação premiada, o ex-ministro Antonio Palocci acusa a presidente deposta Dilma Rousseff de ter favorecido a Odebrecht no leilão para a concessão do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro; Palocci diz ter ido a Dilma para que o leilão não fosse competitivo; o curioso, no entanto, é que o consórcio da Odebrecht arrematou a concessão do Galeão por nada menos que R$ 19 bilhões, com ágio de 294% – ou seja, foi o "favor" mais caro de todos os tempos (Foto: Leonardo Attuch)

247 – Em seu desespero para obter uma delação premiada, o ex-ministro Antonio Palocci acusa a presidente deposta Dilma Rousseff de ter favorecido a Odebrecht no leilão para a concessão do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.   

Palocci diz ter pedido a Dilma para que o leilão não fosse competitivo. O curioso, no entanto, é que o consórcio da Odebrecht arrematou a concessão do Galeão por nada menos que R$ 19 bilhões, com ágio de 294% – ou seja, foi o "favor" mais caro de todos os tempos.

Leia, abaixo, notícia publicada pela Anac na época do leilão:

Os dois aeroportos leiloados hoje (Galeão e Confins) pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) foram arrematados pelo valor total de R$ 20,838 bilhões, o que resultou em ágio médio de 253% em relação aos R$ 5,924 bilhões definidos inicialmente pelo Governo para os dois aeroportos. As duas propostas vencedoras deste leilão, somadas, representaram a maior contribuição fixa ao sistema aeroportuário.

O Consórcio Aeroportos do Futuro, formado pelas empresas Changi e Odebrecht foi o vencedor do leilão pelo Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão), com oferta de R$ 19,018 bilhões - 294% maior que o mínimo, que era de R$ 4,828 bilhões. O Consórcio Aerobrasil, constituído por CCR, Zurique Airport e Munich Airport, será o administrador do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins), após ofertar R$ 1,820 bilhão, montante 66% superior ao lance mínimo, que era de R$ 1,096 bilhão. O aeroporto de Confins foi o único que teve disputa em viva-voz.

Leia, ainda, trecho da acusação feita por Palocci:

“Um exemplo foi na área de aviação. A Odebrecht desejava muito, nas concessões de aeroportos, ter um aeroporto de porte sob seu comando na medida em que o governo privatizou os aeroportos”, afirmou.

De acordo com as declarações de Palocci, ‘na primeira leva de privatizações, quando foi privatizado o aeroporto de Guarulhos, de Campinas/Vira Copos e de Brasília, a Odebrecht foi perdedora’.

“Ela perdeu os três”, contou.

“Ela (Odebrecht) tinha muito desejo de ganhar a licitação do aeroporto de Campinas e ela perdeu. Ao perder essa licitação, a Odebrecht entrou com um recurso contra o consórcio vencedor dessa licitação, que era a empresa Triunfo e a empresa UTC.”

Ao juiz da Lava Jato, o ex-ministro relatou que foi procurado pelos executivos Marcelo Odebrecht e Alexandrino Alencar para que ele ‘intercedesse em apoio a eles’.

“Porque eu que havia nomeado o presidente da Anac. Nesse momento, eles queriam que eu intercedesse no sentido de mudar o resultado da licitação para que eles fossem os vencedores como segundo colocados. Como eu não fiz isso e disse que não faria, acha inadequado fazer essa mudança, eles pediram que a gente desse uma solução”, contou.

“Eu fui à presidente Dilma para que eles deviam ficar calmos que numa próxima licitação ela cuidaria desse assunto. Aí eles retiraram o recurso que eles tinham na Anac e foram beneficiados na licitação do aeroporto do Galeão, no Rio. Como foram beneficiados, houve uma cláusula nessa licitação que impedia o vencedor da licitação de Cumbica de participar do aeroporto do Galeão, em condições livres.”

Palocci disse que a cláusula foi colocada ‘por solicitação da Odebrecht’. “E eu tive participação nisso.”

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247