Para destravar acordo de delação, Santana implica Dilma

Publicitário João Santana João Santana afirmou que a presidente deposta Dilma Rousseff teria alertado ele e sua esposa, Mônica Moura, de que seriam presos pela operação Lava Jato; afirmação seria uma espécie de "trunfo" de Santana para destravar seu acordo com a Lava Jato, parado desde o fim do ano passado; procuradores da Lava Jato, entretanto, relatam que, até o momento, os fatos contados pelo marqueteiro e sua mulher não despertaram interesse da Procuradoria-Geral da República e da força-tarefa de Curitiba; advogado de Dilma e ministro da Justiça na época da prisão de Santana e Mônica, José Eduardo Cardozo, afirmou que nem ele nem a então presidente tinham "informações privilegiadas sobre as investigações" e que, portanto, o relato "não procede"

João Santana 
João Santana  (Foto: Aquiles Lins)

247 - O publicitário João Santana João Santana afirmou que a presidente deposta Dilma Rousseff teria alertado ele e sua esposa, Mônica Moura, de que seriam presos pela operação Lava Jato. 

Reportagem de Marina Dias e Bela Megale deste sábado, 28, mostra que a afirmação contra Dilma seria uma espécie de "trunfo" de Santana para destravar seu acordo com a Lava Jato, parado desde o fim do ano passado. 

"Pessoas com acesso às investigações afirmaram à reportagem que Santana diz ter sido avisado de sua prisão por um aliado de Dilma, a pedido da então presidente, com quem o publicitário tinha uma relação de amizade", diz a reportagem. 

João Santana e a esposa foram presos em fevereiro de 2016, durante a operação Acarajé, 23ª fase da Lava Jato. Quando tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz Sergio Moro, os dois estavam na República Dominicana, onde comandavam a campanha presidencial para a reeleição de Danilo Medina.

A principal acusação era que Santana e Mônica receberam US$ 7,5 milhões no exterior de Zwi Skornicki, lobista de um estaleiro que tem negócios com a Petrobras, e de offshores ligadas à Odebrecht. Segundo Moro, Mônica sabia que os recursos recebidos eram de origem ilícita.

Procuradores ouvidos pela Folha reservadamente relataram que, até o momento, os fatos contados pelo marqueteiro e sua mulher não despertaram interesse da Procuradoria-Geral da República e da força-tarefa de Curitiba.

O advogado de Dilma e ministro da Justiça na época da prisão de Santana e Mônica, José Eduardo Cardozo, afirmou que nem ele nem a então presidente tinham "informações privilegiadas sobre as investigações" e que, portanto, o relato "não procede".

 

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