Para Luís Costa Pinto, é pertinente ser pessimista com o Brasil

Jornalista Luís Costa Pinto destaca o pessimismo do intelectual pernambucano Anco Márcio Tenório Vieira, que" vê o país a caminhar celeremente para longo período de ostracismo e isolamento no plano internacional. Quadra essa que será também, prediz, de perseguições e de punições às minorias resilientes aqui de dentro”

Luís Costa Pinto e Anco Márcio Tenório Vieira
Luís Costa Pinto e Anco Márcio Tenório Vieira (Foto: Reprodução)

247 - O jornalista Luís Costa Pinto destaca em sua coluna, publicada nesta quinta-feira (12), no site Poder360, uma conversa que teve com Anco Márcio Tenório Vieira onde o intelectual pernambucano destacou que, apesar da Constituição de 1988 ser o maior legado político de toda uma geração, ele não estava otimista quanto ao futuro. “Não sou um otimista. Não esperem de mim otimismo para com o Brasil dos próximos anos ou décadas. Sou pessimista com o futuro e não nos vejo vivendo numa democracia nos próximos 20 ou 25 anos”, ressalta Costa Pinto sobre o pensamento do intelectual.

“Anco Márcio vê país a caminhar celeremente para longo período de ostracismo e isolamento no plano internacional. Quadra essa que será também, prediz, de perseguições e de punições às minorias resilientes aqui de dentro”, destaca o jornalista.

“Na predição tão aterradora quanto possível do intelectual pernambucano, como as seitas neopentecostais que ascenderam com a eleição do tosco capitão do Exército serão as escolhidas por metade da população brasileira como suas curadoras espirituais até 2025, a agenda de retrocessos chegou para ficar. Com ela, regressões institucionais e debates antes impensáveis (por estapafúrdios) como “Escola Sem Partido”, “Criacionismo” e “Terraplanismo”, vieram para ficar no âmago de nossas preocupações cotidianas”, observa Costa Pinto. 

Para ele, ao contrário de um outro momento político, que resultou no impeachment do então presidente Fernando Collor, no início dos anos 90, a imprensa atual se comporta de uma maneira completamente diferente do que se viu no passado. “A ausência de um jornalismo aplicado, independente e aguerrido, catalisador dos escândalos da Era Collor, é outro dos fenômenos que situam o Brasil de hoje a anos-luz do país que tínhamos há quase 30 anos. É esse o cenário que embala e confere pertinência ao pessimismo do intelectual Anco Márcio”, avalia. 

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