Para não perder direito de voto, Brasil vai pagar dívida com a ONU, mas Bolsonaro defende calote

O Brasil corre o risco de perder o direito de voto na Organização das Nações Unidas, principal órgão multilateral do mundo, devido a um calote. Para evitar o mal maior, o governo de Jair Bolsonaro decidiu pagar a dívida. Fará o mesmo em relação ao Banco do Brics. No total, o Brasil deve às duas instituições R$ 1,815 bilhão. Mas Bolsonaro defende o calote: “Não estou preocupado com isso. Estou preocupado com o Brasil. Muitas das decisões da ONU não interessam para a gente", disse.

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247 - O governo de Jair Bolsonaro vai finalmente deixar a condição de caloteiro perante a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco do Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Até o fim do ano deve pagar a dívida de R$ 1,815 bilhão que tem com as duas instituições multilaterais, informa O Estado de S.Paulo.

Por outro lado, permanecerá devendo ao Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), Corporação Interamericana de Investimentos (BID Invest), Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), e Agência Internacional de Desenvolvimento (AID).

O não pagamento à ONU poderia fazer com que o Brasil, pela primeira vez, perdesse o direito a voto na ONU a partir de 1º de janeiro. 

Na terça-feira (10), Jair Bolsonaro disse não estar preocupado com o não pagamento das dívidas, em especial com a ONU. “Não estou preocupado com isso. Estou preocupado com o Brasil. Muitas das decisões da ONU não interessam para a gente. A gente sabe que está politizado esse negócio”, disse Bolsonaro. “Paciência."

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