Para sindicalista, ‘voz das ruas’ pode ser resposta contra fake news

Representantes das centrais sindicais voltarão a se reunir nesta terça-feira (26), em São Paulo, para avaliar as manifestações realizadas e discutir os próximos passos da mobilização contra a "reforma" da Previdência, que pode incluir uma greve geral, conforme adiantaram vários dos discursos da semana passada; "O ato foi para além das nossas expectativas e demonstra que estamos numa crescente", afirma o presidente da CTB, Adilson Araújo

Para sindicalista, ‘voz das ruas’ pode ser resposta contra fake news
Para sindicalista, ‘voz das ruas’ pode ser resposta contra fake news (Foto: CLAYTON DE SOUZA)

Rede Brasil Atual - Representantes das centrais sindicais voltarão a se reunir nesta terça-feira (26), em São Paulo, para avaliar as manifestações realizadas na última sexta e discutir os próximos passos da mobilização contra a "reforma" da Previdência, que pode incluir uma greve geral, conforme adiantaram vários dos discursos da semana passada. "O ato foi para além das nossas expectativas e demonstra que estamos numa crescente", afirma o presidente da CTB, Adilson Araújo. 

Para ele, a chamada voz das ruas "pode ser uma importante respostas às fake news", à onda de mentiras que contribuiu para a eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República. "O povo vai começando a ter medida do saco de maldades (do governo), afirma. Adilson acredita que as centrais, neste momento, precisam ter "sagacidade política, unidade e determinação" para continuar organizando a resistência contra medidas que ameaçam direitos, simultaneamente aos ataques recebidos contra as próprias entidades sindicais.

O dirigente cita as leis de "reforma" trabalhista (13.467) e de terceirização irrestrita (13.429) e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6, sobre a Previdência, como exemplo da ofensiva a direitos sociais. Além disso, no início do mês o governo editou a Medida Provisória (MP) 873, que muda regras sobre o custeio sindical. Várias entidades têm obtido liminares na Justiça, enquanto aguardam o julgamento de ações diretas de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Unificação

Para o presidente da CTB, o cenário exige um novo comportamento das centrais, inclusive pensando em unificação de entidades. "Acho que o tempo já reclama uma nova Conclat", diz Adilson, referindo-se a conferência que reuniu, nos anos 1980 e em 2010, praticamente todas as forças políticas do meio sindical. "Não tenho dúvida que o movimento sindical vai ter de caminhar para uma reestruturação profunda."

A própria central comandada por Adilson está discutindo um processo de unificação com a CGTB, mas o presidente observa que esse processo levará tempo. "Ainda vamos vencer etapas. A CTB tem seus fóruns de deliberação", afirma, enfatizando as diferenças entre esse caso e o processo que levou a incorporação do PPL ao PCdoB. "A CTB é uma central plural", diz o dirigente, ao destacar que na entidade militam sindicalistas ligados também ao PSB, ao PDT e inclusive ao PT. O foco, neste instante, é juntar forças em defesa da Previdência pública.

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