Parlamentares e movimentos lançam Frente em defesa da Previdência

Seandores, deputados e lideranças dos movimentos sociais e sindicais realizaram ato de lançamento da Frente Mista em Defesa da Previdência Social e dos Direitos dos trabalhadores, nesta quarta-feira (20), em Brasília; centrais sindicais mobilizam para Dia Nacional de Luta na próxima sexta (22)

Parlamentares e movimentos lançam Frente em defesa da Previdência
Parlamentares e movimentos lançam Frente em defesa da Previdência

247, com informações do PT no Sanado - Parlamentares de diversos partidos e lideranças sociais de vários setores realizaram nesta quarta-feira (20) ato de lançamento da Frente Mista Parlamentar contra a reforma da Previdência apresentada por Jair Bolsonaro (PEC 6/2019).

O senador Paulo Paim (PT-RS), que comandou a CPI da Previdência, destacou que a frente existe há 32 anos, desde a Assembleia Nacional Constituinte e destacou a participação de mais de 100 entidades que integram o ato.

"Esse governo tem que entender que Previdência não é do sistema financeiro, é do povo brasileiro", frisou Paim.

Para o também senador Jaques Wagner (PT-BA), "esse é o momento do maior ataque já pretendido contra a Previdência Pública e o sistema de seguridade brasileiro".

Segundo ele, em toda a história do país, "nenhum governo foi tão petulante, arrogante e invasivo contra os direitos dos trabalhadores". "Essa batalha será vencida na rua com uma motivação altamente patriótica, que brota daqueles que querem construir um Brasil para todos", afirmou.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), acredita que é necessário deixar claro para a população que a alteração nas regras de aposentadoria proposta por Bolsonaro significa uma mudança radical do modelo de proteção social existente no País e que tirou milhões de pessoas da situação de miséria e extrema pobreza. "Com a derrota dessa reforma, vamos ferir de morte esse governo e o modelo autoritário que estão tentando implantar no Brasil", enfatizou.

A senadora Zenaide Maia (PROS-RN) reforçou que comente a unidade será capaz de derrotar a reforma. "Precisamos nos unir. Isso não é uma reforma. É um desmonte da seguridade social, assim como fizeram com a CLT. Trabalhador nunca foi e nunca será o problema", enfatizou.

Nesta sexta-feira (22), centrais sindicais e movimentos sociais realizarão o Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, em várias cidades do Brasil. "É um esquenta para uma greve geral, caso Bolsonaro insista em levar adiante essa proposta", diz o presidente da CUT, Vagner Freitas.

 

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