Partidos de oposição irão apoiar manifestações pela educação

Em apoio a manifestações de estudantes e professores contra cortes de verba na educação que ocorrem no próximo dia 15, presidentes nacionais de PT, PSB, PSOL, PCdoB e PCB divulgaram uma nota dizendo que "não se faz chantagem com a educação; "O bloqueio aos recursos precisa ser revertido já"

Partidos de oposição irão apoiar manifestações pela educação
Partidos de oposição irão apoiar manifestações pela educação (Foto: ABr | Reprodução)

247- Em apoio a manifestações de estudantes e professores contra cortes de verba na educação que ocorrem no próximo dia 15, presidentes nacionais de PT, PSB, PSOL, PCdoB e PCB divulgaram uma nota criticando o corte de verba na educação pelo governo Jair Bolsonaro. Após o ministro Abraham Weintraub anunciar corte de 30% em verba de universidades públicas e também a diminuição de dinheiro na educação básica, oposicionistas afirmam que "o sacrifício na educação é uma impossibilidade quando um país não quer renunciar a seu futuro, seja no cuidado com suas crianças, seja em sua produção do conhecimento e na formação de profissionais". O apoio do partidos também se junta às mobilizações das centrais sindicais contra a Reforma da Previdência e o desemprego. Sindicalistas bateram o martelo para uma avalanche de protestos em decisão nesta quarta-feira (8), que reuniu representantes da CUT, Força, UGT, CTB, CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Nova Central e CSB. 

"Cabe, assim, rejeitar o inadmissível bloqueio de recursos a que ora se veem submetidos universidades, institutos federais, e instituições ligadas à educação básica", diz o texto das legendas oposcionistas. "A educação é um valor e uma necessidade de nosso povo. Não se faz chantagem com a educação. O bloqueio aos recursos precisa ser revertido já".

Segundo a nota dos oposicionistas, "a gestão das universidades e dos Institutos Federais, simplesmente, é inviabilizada com o bloqueio total ora praticado de R$ 3,2 bilhões. Os cortes na educação básica chegam a R$ 2,4 bilhões, enquanto o valor retirado dos hospitais universitários é de R$ 1,75 bilhão". "Do Fies, o corte é de R$ 1,1 bilhão e na Capes de R$ 813,54 milhões, totalizando um total de R$ 7,9 bilhões de recursos arrancados da educação brasileira", reforçam.

Estão previstas para o próximo dia 15 - Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação - mobilizações em nível nacional contra o corte de verbas. De acordo com o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), este dia será "um esquenta" para a greve geral que está sendo sendo preparada para acontecer no dia 14 de junho pelas centrais sindicais (veja aqui).

Os sindicalistas farão assembleias, atos, mobilizações, panfletagens nas praças, nos locais de trabalho, nas ruas da cidade, para explicar os impactos catastróficos da Reforma da Previdência sobre os trabalhadores (confira aqui).

Leia a íntegra do texto:

Em defesa da educação

A educação deve ser um projeto de Estado, contínuo, estável jamais deixado ao sabor de políticas flutuantes de governo. A educação é o investimento fundamental da sociedade em seu futuro e a mais segura aposta de cada indivíduo para realizar-se, mesmo nos momentos de maior adversidade. Por isso sua causa desconhece diferenças entre partidos.

A causa da educação é também única, porque exige investimentos proporcionalmente articulados em todos os seus níveis. O investimento na educação básica, tão importante, não pode ser feito sem seu correlato na educação superior. Vagas em creches não podem ser contrapostas a vagas em cursos de graduação, na medida em que nossas crianças merecem creches de qualidade, não depósitos nos quais seriam deixadas sem assistência de nutricionistas, enfermeiras, pedagogas, assistentes sociais, psicólogas, ou seja, sem o trabalho de profissionais bem formados no ensino superior.

Portanto, o sacrifício na educação é uma impossibilidade quando um país não quer renunciar a seu futuro, seja no cuidado com suas crianças, seja em sua produção do conhecimento e na formação de profissionais. Cabe, assim, rejeitar o inadmissível bloqueio de recursos a que ora se veem submetidos universidades, institutos federais, e instituições ligadas à educação básica.

A gestão das universidades e dos Institutos Federais, simplesmente, é inviabilizada com o bloqueio total ora praticado de R$ 3,2 bilhões. Os cortes na educação básica chegam a R$ 2,4 bilhões, enquanto o valor retirado dos hospitais universitários é de R$ 1,75 bilhão. Do Fies, o corte é de R$ 1,1 bilhão e na Capes de R$ 813,54 milhões, totalizando um total de R$ 7,9 bilhões de recursos arrancados da educação brasileira.

O percentual aplicado sobre o orçamento de cada uma delas oscila, chegando em muitos casos a mais de 40% dos recursos de custeio. Esse bloqueio, ressalte-se, faz-se sobre orçamentos já combalidos, uma vez que não se tem reposto sequer o correspondente aos reajustes contratuais e às variações inflacionárias nos últimos três anos.

A educação é um valor e uma necessidade de nosso povo. Não se faz chantagem com a educação. O bloqueio aos recursos precisa ser revertido já.

Por isso, os partidos que subscrevem essa nota lutarão em todas as frentes – social, política e jurídica – em defesa do financiamento da educação e contra os ataques do governo Bolsonaro, apoiando as manifestações de estudantes e professores em todo o Brasil.

 

Carlos Siqueira

Presidente Nacional do PSB

 

Gleisi Hoffmann

Presidenta Nacional do PT

 

Juliano Medeiros

Presidente Nacional do PSOL

 

Luciana Santos

Presidenta Nacional do PCdoB

 

Golbery Luiz Lessa

Dirigente do PCB

 

 

 

 

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