Partidos de oposição vão ingressar com notícia-crime por participação de Bolsonaro em ato antidemocrático

Dirigentes de nove partidos de oposição decidiram ingressar com uma notícia-crime contra Jair Bolsonaro por ter participado de um ato contra a democracia, pelo fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) e pela destituição dos governadores

(Foto: Alan Santos/PR | Mídia Ninja)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - Nove partidos de oposição decidiram em reunião por videoconferência nesta segunda-feira (20),ingressar com notícia-crime contra Jair Bolsonaro por sua participação em ato político em que as palavras de ordem principais atentavam contra a democracia, os poderes Judiciário e Legislativo e a Constituição. 

Os partidos decidiram também realizar uma série de atos virtuais com a participação de lideranças como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT), entre outros.

A notícia-crime será apresentada por entidades da sociedade civil e será acompanhada de um amplo processo de mobilização com a presença de artistas e dos principais líderes da oposição. Os partidos pretendem levar a propostas a entidades da sociedade civil como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Associação Brasileira de Imprensa (ABI), entre outras, para que elas sejam as signatárias da ação.

A estratégia seria um ¨caminho rápido¨ para afastar Bolsonaro. Caso o STF aceite a denúncia, um pedido de autorização para o presidente ser processado é encaminhado à Câmara. Com votos de 342 dos 513 deputados, Bolsonaro seria afastado por 180 dias, informa O Estado de S.Paulo

Em paralelo, os partidos (PSOL, PT, PCdoB, PDT, PSB, Rede, PCB, PV e Rede) decidiram realizar uma série de atos virtuais contra Bolsonaro, com o mote ¨em defesa da vida, da democracia e do emprego¨. 

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247