Passageiro que critica STF a Lewandowski em voo é preso

O ministro do STF Ricardo Lewandowski ouviu uma crítica contra o STF em um voo de São Paulo a Brasília e ameaçou chamar a Polícia Federal para deter o advogado Cristiano Caiado de Acioli; episódio, gravado em vídeo que circula nas redes sociais, teria ocorrido nesta terça-feira (4); "Ministro Lewandowski, o Supremo é uma vergonha, viu? Eu tenho vergonha de ser brasileiro quando eu vejo vocês", disse Caiado; "Vem cá, você quer ser preso? Chamem a Polícia Federal, por favor", rebateu o magistrado; o advogado foi preso para prestar depoimento

Passageiro que critica STF a Lewandowski em voo é preso
Passageiro que critica STF a Lewandowski em voo é preso (Foto: Reprodução/vídeo)

247 - O ministro Ricardo Lewandowski ouviu uma crítica contra o Supremo Tribunal Federal (STF) num voo da Gol, que fazia o trajeto São Paulo a Brasília, e perguntou se o passageiro queria ser preso. Ele chegou a pedir para que chamasse a Polícia Federal, em uma ameaça de prisão contra o advogado Cristiano Caiado de Acioli, que declarou que a Corte era uma "vergonha". O autor das críticas é bolsonarista e de família de procuradores. O episódio teria ocorrido nesta terça-feira 4.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, Acioli se dirige ao ministro do STF e diz: "Ministro Lewandowski, o Supremo é uma vergonha, viu? Eu tenho vergonha de ser brasileiro quando eu vejo vocês". "Vem cá, você quer ser preso? Chamem a Polícia Federal, por favor", respondeu Lewandowski. Logo depois, ele diz que Acioli deverá prestar esclarecimentos à Polícia Federal sobre a afirmação. Caiado, que é filho da subprocuradora-geral da República aposentada Helenita Amélia Gonçalves Caiado de Acioli, disse ao jornal o Estado de S.Paulo não saber as razões da sua detenção.

"Sou pessoa que tem retidão na vida, procuro não fazer mal aos outros, sou uma pessoa patriota, serena, amo o Direito e o País e acho que todo o cidadão tem direito de se expressar e sentir vergonha ou não pelo Supremo Tribunal Federal. Eu disse o que penso. A gente não vive ainda ditadura neste país. Acho que todas as pessoas têm direito de se expressar de forma respeitosa", afirmou.

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