Pastor Everaldo nega propina e diz que querem calar voz dos evangélicos

Em vídeo, o presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo, negou ter recebido R$ 6 milhões em propinas da Odebrecht, conforme delação premiada do ex-executivo Fernando Cunha Reis; ele diz que a acusação é uma "tentativa de calar a voz dos evangélicos na política"; "O PSC faz campanhas modestas com recursos legais. Essa é uma tentativa de calar a voz dos evangélicos na política. E não conseguirão", afirmou; "Tem uma lista com mais de 200 políticos que supostamente receberam dinheiro. Todos já foram identificados. Pergunto: 'tem o meu nome?' E respondo: 'não'. E não vai ter", completou

Presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo
Presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo (Foto: Paulo Emílio)

247 - O presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo, usou as redes sociais para divulgar um vídeo onde nega ter recebido R$ 6 milhões em propinas repassadas pela Odebrecht, conforme delação premiada do ex-executivo da empreiteira Fernando Cunha Reis. No vídeo, Everaldo diz que não recebeu recursos ilegais de "nenhuma empresa" e que a acusação é uma "tentativa de calar a voz dos evangélicos na política.

Reis contou em seu depoimento à Justiça que foi apresentado ao Pastor Everaldo pelo ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que foi preso no decorrer de uma das fases da operação Lava Jato. O encontro teria acontecido em 2014, quando Everaldo disputou a Presidência da República.

Segundo o delator, Everaldo seria o representante evangélico na disputa eleitoral, mas a morte de Eduardo Campos (PSB) em um acidente aéreo e a consequente ascensão de Marina Silva à cabeça da chapa, fez com que os votos evangélicos acabassem sendo transferidos para a chapa socialista.

"Aí, ele [Pastor Everaldo] praticamente desapareceu nas pesquisas", relembrou faria. Como a empreiteira já havia pago R$ 6 milhões à campanha de Everaldo, ele foi orientado a fazer perguntas que favorecessem o candidato tucano Aécio Neves (PSDB-MG) nos debates eleitorais.

"O PSC faz campanhas modestas com recursos legais. Essa é uma tentativa de calar a voz dos evangélicos na política. E não conseguirão", afirma Everaldo no vídeo postado nas redes sociais. "Quem me acusou de receber R$ 6 milhões vai ter que apresentar alguma prova: um extrato bancário, um depósito. Tem uma lista com mais de 200 políticos que supostamente receberam dinheiro. Todos já foram identificados. Pergunto: 'tem o meu nome?' E respondo: 'não'. E não vai ter", assegura.

De acordo com dados da prestação de contas apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha do Pastor Everaldo à Presidência da República em 2014 teria gasto um total de R$ 1,4 milhão. A Odebrecht não aparece entre os doadores na documentação apresentada ao TSE.

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