Paulo Guedes não quer dar dinheiro para expansão do Bolsa Família

A expansão do programa Bolsa Família corre o risco de ficar apenas no papel porque o Ministério da Economia dirigido pelo ministro Paulo Guedes diz que não tem dinheiro para financiar o programa. Governo cogita também mudar o nome para Renda Brasil, Família Brasil ou Bolsa Brasil

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247 - O plano de reformulação do Bolsa Família já apresentado a Jair Bolsonaro desagrada à equipe econômica, que defende uma versão mais modesta alegando falta de recursos.

Durante todo o ano de 2019, Bolsonaro não concedeu reajuste do benefício pela inflação. E para cumprir a promessa de pagar a 13ª parcela teve que fazer pedalada, remanejando dinheiro que era da Previdência Social.

O Bolsa Família atende pessoas que vivem em situação de extrema pobreza, com renda per capita de até R$ 89 mensais, e pobreza, com renda entre R$ 89,01 e R$ 178 por mês, informam os jornalistas Gustavo Uribe e Thiago Resende da Folha de S.Paulo..

O valor recebido varia de acordo com o número de integrantes da família, idade e renda. Atualmente, a média é de aproximadamente R$ 191.

Elaborada pelo Ministério da Cidadania e pela Casa Civil, a proposta inicial de reformulação elevaria o orçamento do programa em R$ 16 bilhões.

Mas o ministro da Economia, Paulo Guedes exige que o projeto seja desidratado.

Para este ano, foram reservados R$ 29,5 bilhões. Em 2019, o Bolsa Família precisou de R$ 32,5 bilhões. Isso significa que qualquer aumento próximo de R$ 3 bilhões seria apenas para recompor o orçamento do programa e garantir mais um pagamento da 13ª parcela, promessa de Bolsonaro.

Cálculos preliminares apontam que só o aumento do benefício para a parcela mais miserável representaria um custo adicional de R$ 4 bilhões no orçamento deste ano.

O grupo do governo alinhado com o arrocho fiscal defende uma expansão da verba do Bolsa Família em apenas R$ 2 bilhões —insuficiente para compensar o corte em relação ao ano passado.

Diante da falta de recursos, a reformulação, que era para ter sido anunciada no fim de 2019, foi abortada.

A nova marca para o programa sugerida pelo Ministério da Cidadania é Renda Brasil. Mas o governo ainda testa duas outras possibilidades: Família Brasil ou Bolsa Brasil.

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