Paulo Sérgio Pinheiro defende frente ampla para enfrentar avanço da extrema direia

Para o cientista político e ex-ministro dos Direitos Humanos no governo FHC, Paulo Sérgio Pinheiro, o caminho para superar a crise política provocada pelo golpe de 2016 e enfrentar o avanço da extrema direita no Brasil é uma ampla aliança do campo democrático; Pinheiro defende ainda eleições limpas e o direito de Lula ser candidato.  

Cientista político e presidente da comissão de inquérito independente das Nações Unidas (ONU) sobre a República Árabe da Síria, Paulo Sérgio Pinheiro
Cientista político e presidente da comissão de inquérito independente das Nações Unidas (ONU) sobre a República Árabe da Síria, Paulo Sérgio Pinheiro (Foto: Fatima 247)

Brasil 247 - Para o cientista político Paulo Sérgio Pinheiro o caminho para superar a crise política brasileira provocada pelo golpe de 2016 e enfrentar o avanço da extrema direita é uma ampla aliança do campo democrático. "Hoje, especialmente este ano, o campo democrático precisa se unir, quer dizer, todas aquelas forças que apoiavam os direitos humanos que estão no PT e no PSDB precisam estar unidas diante das ameaças da extrema-direita".

Ex-ministro dos Direitos Humanos no governo de Fernando Henrique Cardoso, professor universitário e atual presidente da Comissão de Inquérito da ONU sobre a guerra na Síria, Pinheiro defende ainda eleições limpas e o direito de Lula ser candidato. 

Em entrevista ao repórter Guilherme Azevedo, do UOL, Pinheiro defende três pressupostos indispensáveis para que a eleição seja limpa: primeiro, a perspectiva melhor é que as eleições de 2018 ocorram na sua normalidade, quer dizer, dentro das regras atuais. Que não se inventem um presidencialismo limitado, ou semiparlamentarismo; o segundo é que seria adequado que o candidato mais bem colocado nas pesquisas não fosse alijado da competição; terceiro, o fim da intolerância política.

Paulo Sérgio Pinheiro diz ainda que as forças democráticas descuidaram da defesa do governo Dilma e que o golpe também teve um caráter machista." Ela foi sacrificada não só por um golpe, mas também por uma visão machista dos políticos brasileiros de todos os partidos. Ela pagou esse preço". 

Na matéria ele critica ainda a intervenção militar no Rio de Janeiro e fala sobre assassinato da vereadora Marielle Franco e sobre a crise da Síria.

Confira mais detalhes em dilma.com.br 

 

 

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