Pedidos de asilo de brasileiros na UE crescem em 2020, na contramão da queda global de 31%

Brasil, que registrou alta de 5% (125 solicitações) em 2020, havia 1.580 casos pendentes no acumulado de dois anos, entre dezembro de 2018 e dezembro passado; 75 demandas foram aprovadas

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Da RFI - Os pedidos de asilo na União Europeia (UE) recuaram 31% em 2020, na comparação com o ano anterior, em grande parte devido às restrições adotadas pela pandemia do coronavírus, apontou nesta quinta-feira (18) a Agência Europeia de Apoio ao Asilo (EASO, na sigla em inglês). Entre os poucos países de origem que registraram maior número de solicitações, dois latino-americanos se destacam: Cuba, com um aumento de 8%, e Brasil, com um avanço de 5%.

O nível de pedidos de asilo registrado na UE em 2020 foi o mais baixo desde 2013. No total, no ano passado, houve 461.000 solicitações, contra 671.200 em 2019. De acordo com a EASO, em torno de 4% das demandas em 2020 corresponderam a menores desacompanhados. O levantamento abrangeu os 27 países do bloco europeu, mais Suíça e Noruega.

Em uma nota, a entidade destacou que a "queda considerável" é reflexo do "impacto das medidas emergenciais tomadas devido à pandemia da Covid-19", começando pela restrição de circulação de pessoas.

No caso do Brasil, que registrou alta de 5% (125 solicitações) em 2020, havia 1.580 casos pendentes no acumulado de dois anos, entre dezembro de 2018 e dezembro passado; 75 demandas foram aprovadas.

Cidadãos sírios e afegãos lideram pedidos de asilo na UE

Entre os países de origem dos pedidos de asilo em 2020, a EASO não registrou mudanças em relação a 2019. Cidadãos sírios são os mais numerosos (64.540, embora com uma redução de 9% de um ano para o outro), na frente dos afegãos (48.578, 16% a menos do que em 2019). Em terceiro lugar, estão os cidadãos venezuelanos, cujas solicitações caíram 32% no ano passado, situando-se em 30.643, seguidos dos colombianos, com quase 30 mil inscrições, 9% a menos do que em 2019, e iraquianos (18.167; -40%).

Segundo a EASO, a queda acentuada do número de demandas permitiu aos países reduzir o número de casos acumulados à espera de decisão, embora o percentual de aceitação tenha se mantido estável de um ano para o outro, com 32% de respostas positivas.

Enquanto 84% dos pedidos sírios e 80% dos eritreus receberam uma resposta favorável, apenas 2% dos requerimentos colombianos e 3% dos venezuelanos foram aceitos, segundo a entidade.

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