Perito de Temer foi demitido da Unicamp por irregularidades administrativas

Perito Ricardo Molina, contratado por Michel Temer para realizar uma perícia particular no áudio gravado pelo empresário Joesley Batista, foi demitido da Unicamp por irregularidades administrativas, após acusação de uso indevido de verbas públicas; ele também foi responsável pela perícia que apontou, nas eleições presidenciais de 2010, que o então candidato do PSDB, José Serra, havia sido atingido na cabeça por um objeto pesado, quando na realidade era apenas uma bolinha de papel

Brasília - O perito Ricardo Molina durante entrevista sobre os aspectos técnicos da gravação de conversa entre Joesley Batista e o presidente Michel Temer (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília - O perito Ricardo Molina durante entrevista sobre os aspectos técnicos da gravação de conversa entre Joesley Batista e o presidente Michel Temer (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)

247 - O perito Ricardo Molina, contratado por Michel Temer para realizar uma perícia particular no áudio gravado pelo empresário Joesley Batista em que Temer aparece avalizando o pagamento de propinas para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso e condenado na Lava Jato, foi demitido da Unicamp por irregularidades administrativas, após acusação de uso indevido de verbas públicas.

Molina, que foi demitido após um processo administrativo, foi readmitido como professor em 2001. Ele também foi responsável pela perícia que afirmou que durante as eleições presidenciais de 2010 o então candidato do PSDB, José Serra, havia sido atingido na cabeça por um objeto pesado que teria sido arremessado por manifestantes contrários à candidatura tucana.

Serra chegou a fazer até mesmo exames de tomografia computadorizada. Pouco após Molina fazer a sua decvalarção, ele foi desmentido pelas imagens mostrando que Serra havia sido atingido por tão somente uma bolinha de papel.

Agora, Molina diz que a gravação feita pelo empresário é "imprestável como prova" e que o áudio "está completamente esburacado". Ele afirmou, ainda, que a gravação possui baixa qualidade, além de apresentar descontinuidades.

"Não posso dizer se houve edição, ou não. Até por uma razão simples, porque não dá para escutar, na maior parte do tempo, o que o presidente está falando", destacou Molina em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (22). "Ela [a gravação] é ruim e deve ser descartada. Eu não posso garantir que ela não foi manipulada", disse.

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