Perseguição ao reitor continua mesmo após sua morte

Os procuradores e policiais da Operação Ouvidos Moucos estão usando os métodos peculiares da Lava Jato para continuar perseguindo o reitor Luís Carlos Cancellier até depois de morto. Eles estão passando à mídia, de forma anônima, vazamentos seletivos com novas acusações contra o falecido, denuncia Renan Antunes Oliveira, no DCM

reitor Cancellier
reitor Cancellier (Foto: Leonardo Attuch)

POR RENAN ANTUNES DE OLIVEIRA, de Florianópolis (SC), no DCM

Não adiantou nem o suicídio dele.

Os procuradores e policiais da Operação Ouvidos Moucos estão usando os métodos peculiares da Lava Jato para continuar perseguindo o reitor Luís Carlos Cancellier até depois de morto.

Eles estão passando à mídia, de forma anônima, vazamentos seletivos com novas acusações contra o falecido.

O que está em jogo não é mais punir os autores do suposto desvio de verbas na UFSC, mas salvar a reputação dos acusadores, tanto agentes quanto delatores.

Trava-se esta batalha pela imagem porque enquanto a morte do reitor é percebida como resultado de deduragem e abusos das autoridades, Cancellier agora é visto como mártir de um sistema legal atrofiado.

O pessoal da Justiça, Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) ficou calado na semana posterior ao suicídio, esperando a hora certa de apresentar sua segunda versão de acusação, mais pesada.

Segundo a nova investida das autoridades, o reitor não teria mais apenas tentado impedir as investigações internas da UFSC (coisa que, em vida, sempre negou), mas seria ele mesmo beneficiário dos desvios (óbvio que não pode se defender destas porque já estava enterrado).

Leia a íntegra no DCM.

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