Petição contra cortes na educação já tem mais de 1,1 milhão de assinaturas

Um abaixo-assinado contra o corte de 30% anunciado por Jair Bolsonaro e pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, na área de educação pública já contabiliza mais de 1,1 milhão de assinaturas; documento, intitulado "Em Defesa das Universidades Públicas Brasileiras", alerta para o desmonte do ensino público por parte do governo Bolsonaro e deverá ser apresentado à Comissão de Educação da Câmara dos Deputados no próximo dia 15, data que marca o Dia Nacional de Luta pela Educação

Petição contra cortes na educação já tem mais de 1,1 milhão de assinaturas
Petição contra cortes na educação já tem mais de 1,1 milhão de assinaturas (Foto: PR | Mídia Ninja)

247 - Um abaixo-assinado contra o corte de 30% anunciado por Jair Bolsonaro e pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, na área de educação pública já contabiliza mais de 1,1 milhão de assinaturas. O documento, intitulado "Em Defesa das Universidades Públicas Brasileiras", alerta para o desmonte do ensino público por parte do governo Bolsonaro e destaca a importância das universidades ao afirmar que elas "são responsáveis pela quase totalidade, por mais de 90% de toda a pesquisa científica que se faz no país em todas as áreas: da filosofia à medicina, das artes às engenharias". O documento deverá ser apresentado à Comissão de Educação da Câmara dos Deputados no próximo dia 15, quando Weintraub será recebido na Câmara. "O Dia 15 de maio é, também, o Dia Nacional de Luta pela Educação", ressalta o abaixo-assinado.

No texto, os organizadores destacam que "as Universidades Federais estão sob forte ataque do governo" e que "desde o início, e mesmo durante a campanha, o governo Bolsonaro tem demonstrado uma forte visão anti-intelectualista, contrária à ciência e à cultura, à democracia. Eleger a Universidade como grande inimiga não é, portanto, algo inesperado".

Nesta linha, estudantes, professores e integrantes de movimentos sociais realizaram um protesto nesta segunda-feira (6), em Salvador (leia no Brasil 247) contra o bloqueio de R$ 37,3 milhões em verbas da Universidade Federal da Bahia (UFBA), anunciado na semana passada pelo MEC. No Rio de Janeiro, alunos, pais e professores de colégios federais do Rio realizam uma manifestação em frente ao Colégio Militar do Rio no momento em que o presidente Jair Bolsonaro participava de uma solenidade de comemoração pelos 130 anos da instituição (leia no Brasil 247). Os cortes feitos pelo MEC, abrem espaço para a privatização de instituições de ensino superior.

O documento observa, ainda, que os cortes, incialmente restritos a três universidades, foram anunciados com base em fake news. "O governo se utilizou de dois argumentos falsos, mentirosos. O primeiro, que nossas Universidades possuem um rendimento insatisfatório, o que é desmentido por vários instrumentos de avaliação de desempenho, inclusive do próprio governo. O segundo, que elas são espaço de balbúrdia, ou seja, eles querem impor o seu código moral, quando não foram eleitos para isso. Ora, quem verdadeiramente frequenta as universidades sabe que elas são lugares de estudo, pesquisa, trabalho", destaca o documento.

"Há evidentemente espaço para a crítica social e mesmo para a irreverência, dimensões importantes da vida democrática. Porque os cortes, se restrito à três Universidades, caracterizariam perseguição e portanto improbidade administrativa, o governo recuou atirando e universalizou a medida, estendendo-a a todas as Universidades Federais, bem como aos Institutos Federais", analisa a petição.

Confira a petição

 

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