Petrobrás: venda de refinarias e política de preços causarão inflação "permanente", alerta Ineep

"A permanência da PPI [política de paridade de importação] impõe riscos e incertezas permanentes sobre todos os elos do abastecimento", avaliou o coordenador técnico do Ineep

Refinaria Landulpho Alves, em São Francisco do Conde (BA)
Refinaria Landulpho Alves, em São Francisco do Conde (BA) (Foto: Divulgação)
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247 - A crise no setor energético brasileiro é, em grande parte, causada pelo desmonte da Petrobrás. Para o coordenador técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Rodrigo Leão, a redução da capacidade de refino, aliada à política de preços atual, traz perspectivas negativas para o mercado consumidor brasileiro.

"A saída da Petrobrás do refino abre incertezas sobre quem realizará, nos próximos anos, investimentos significativos na ampliação do parque de refino nacional. A permanência da PPI [política de paridade de importação] impõe riscos e incertezas permanentes sobre todos os elos do abastecimento", avaliou ele, em entrevista ao site da Associação de Engenheiros da Petrobrás (AEPET).

Segundo Leão, essa combinação deve transformar a inflação de combustíveis e gás em "um problema permanente". Além disso, ele atribuiu o aumento das importações de derivados à decisão da Petrobrás de produzir muito menos que a capacidade permite. 

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"Segundo estimativas do Ineep, para o segmento de diesel, por exemplo, a Petrobrás está produzindo 80% da capacidade possível. Com isso, a companhia teria um potencial de fabricar mais 115 mil barris por dia", estimou.

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