PF chega a Bahia para prender grevistas

Alvin dos Santos Silva, da Companhia de Policiamento de Proteo Ambiental, foi o primeiro a ser preso, por formao de quadrilha e roubo de patrimnio pblico. Foras federais armadas cercam policiais acampados na Assembleia Legislativa de Salvador, que rejeitaram aumento de 6,5%. Clima tenso

PF chega a Bahia para prender grevistas
PF chega a Bahia para prender grevistas (Foto: Divulgação)

247 – Começou o cerco aos policiais militares em greve na Bahia, iniciada terça-feira passada. Cerca de 600 homens do Exército, além da Força Nacional de Segurança, policiais civis do COE (Coordenação de Operações Especiais) e policiais militares e federais, armados com metralhadoras, fuzis, pistolas e bombas de efeito moral cercam a Assembleia Legislativa da Bahia desde as 5h30 desta segunda-feira.

A energia elétrica da Assembleia Legislativa, onde estão acampados, foi cortada por volta das 20h de ontem. Temendo uma possível tentativa de invasão, os manifestantes puseram em marcha um plano para resistir aos helicópteros que sobrevoavam a área. Veículos particulares foram colocados ao redor do prédio com os faróis virados para diversos pontos. Às 22h de ontem, mais de mil pessoas ocupavam o local. Entre os grevistas havia também mulheres e crianças.

Blindados Urutu do Exército começaram ontem a patrulhar as ruas de Salvador, que registrou no período 88 assassinatos e ainda 220 roubos e furtos de veículos.

Cerca de 3,1 mil homens da Força Nacional de Segurança e do Exército reforçam a vigilância na cidade. Um grupo de 40 agentes da PF desembarcou ontem em Salvador para cumprir os mandados de prisão e encaminhar os detidos para presídios federais.

O policial militar Alvin dos Santos Silva, da Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental, foi o primeiro a ser preso, acusado de formação de quadrilha e roubo de patrimônio público -no caso, os veículos da PM retidos pelos grevistas.

Com esse trabalho em conjunto, as forças federais esperam reduzir a sensação de insegurança que tomou conta da população com a greve.

Os grevistas dizem que aceitam voltar ao trabalho se o governo conceder anistia administrativa, incorporar gratificações aos salários e pedir a revogação das 12 prisões determinadas pela Justiça.

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse que não atenderia as reivindicações dos grevistas. "É a primeira vez que alguém faz greve depois de ter um aumento de 6,5% para repor a inflação", afirmou o governador.(Com informações da Folha e AE).

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