PF pede indiciamento de hackers da Vaza Jato e vai abrir nova investigação sobre delação

Grupo é suspeito de ter invadido as contas do aplicativo de mensagens Telegram, que era utilizado por procuradores da Lava Jato para discutirem aspectos da operação. Vazamento das mensagens pelo site The Intercept expôs o conluio na condução dos processos pelos procuradores

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247 - A Polícia Federal concluiu o inquérito sobre a Operação Spoofing e pediu o indiciamento de seis investigados que teriam sido responsáveis por hackear mais de mil dispositivos de terceiros, incluindo autoridades como Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador e coordenador da Força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol. A PF também abriu um novo inquérito para apurar a delação de Luiz Molição, um dos hackers indiciados.

O grupo é suspeito de ter invadido as contas do aplicativo de mensagens Telegram, que era utilizado por procuradores da Lava Jato para discutirem aspectos da operação. O vazamento das mensagens pelo site The Intercept, contudo, expôs o conluio na condução dos processos pelos procuradores no que se convencionou a chamar de Vaza Jato. 

A Operação Spoofing prendeu em julho, Gustavo Henrique Santos, o DJ de Araraquara, sua mulher, Suellen Priscila de Oliveira e Danilo Cristiano Marques, além de Walter Delgatti Neto, apontado como o líder do grupo de hackers.

No início deste mês, a delação de Molição foi homologada pelo juiz Vallisney Oliveira da 10ª Vara Federal de Brasília. A Polícia Federal  netão afirmou que deverá abrir uma nova investigação para avaliar as validade das informações.

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