PF planeja 350 pessoas para o dia da prisão de Lula

Condenado sem provas pelo TRF4 no processo envolvendo o triplex no Guarujá (SP), o ex-presidente Lula deve ser preso logo após o tribunal julgar o recurso contra a sentença, o que deve ocorrer a partir do próximo dia 23; o trabalho para o "Dia D" da Lava-Jato é sigiloso e envolve 350 agentes, avião e apoio da Polícia Militar; as informações dão conta de que não haverá o uso de algemas nem de camburão

Condenado sem provas pelo TRF4 no processo envolvendo o triplex no Guarujá (SP), o ex-presidente Lula deve ser preso logo após o tribunal julgar o recurso contra a sentença, o que deve ocorrer a partir do próximo dia 23; o trabalho para o "Dia D" da Lava-Jato é sigiloso e envolve 350 agentes, avião e apoio da Polícia Militar; as informações dão conta de que não haverá o uso de algemas nem de camburão
Condenado sem provas pelo TRF4 no processo envolvendo o triplex no Guarujá (SP), o ex-presidente Lula deve ser preso logo após o tribunal julgar o recurso contra a sentença, o que deve ocorrer a partir do próximo dia 23; o trabalho para o "Dia D" da Lava-Jato é sigiloso e envolve 350 agentes, avião e apoio da Polícia Militar; as informações dão conta de que não haverá o uso de algemas nem de camburão (Foto: Leonardo Lucena)

247 - Condenado sem provas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região a 12 anos e um mês de prisão no processo envolvendo o triplex no Guarujá (SP), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ser preso logo após o tribunal julgar o recurso contra a sentença, o que deve ocorrer a partir do próximo dia 23.

De acordo com informações de Veja, o trabalho para o "Dia D" da Lava-Jato é sigiloso e envolve 350 agentes, avião e apoio da Polícia Militar.

As informações dão conta de que não haverá o uso de algemas nem de camburão. A Polícia Federal espera deter o petista em sua casa em São Bernardo do Campo (SP) e listou cinco locais onde o ex-presidente pode começar a cumprir sua pena na Lava-Jato.

Denúncia 'sem prova cabal'

O Ministério Público Federal denunciou Lula, em setembro de 2016, alegando que o ex-presidente recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012, através de um triplex no Guarujá (SP). Um dos procuradores, Henrique Pozzobon admitiu não existir "prova cabal" de que o petista é "proprietário no papel" do tripléx. 

"Precisamos dizer desde já que, em se tratando da lavagem de dinheiro, ou seja, em se tratando de uma tentativa de manter as aparências de licitude, não teremos aqui provas cabais de que Lula é o efetivo proprietário no papel do apartamento, pois justamente o fato de ele não figurar como proprietário do tríplex, da cobertura em Guarujá é uma forma de ocultação, dissimulação da verdadeira propriedade", disse o procurador.

Nove meses antes, em janeiro, o ex-presidente publicou no site do Instituto Lula um dossiê completo em que disponibiliza todos os documentos referentes ao apartamento. Foram publicados seus contratos com a Bancoop, sua declaração de Imposto de Renda, a declaração de bens ao Tribunal Superior Eleitoral e os contratos que compravam a desistência da ex-primeira-dama Marisa Letícia em continuar com o imóvel.

"A mesquinhez dessa 'denúncia', que restará sepultada nos autos e perante a História, é o final inglório da maior campanha de perseguição que já se fez a um líder político neste País", diz o texto (leia mais aqui, inclusive, os documentos).

TJ-SP absolve 12 no mesmo processo 

O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou nesta quinta-feira (1) a absolvição do ex-tesoureiro do PT João Vaccari e outras 11 pessoas no caso que trata de supostos desvios da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop).

Como, no caso de Lula, a suposta propina, através do triplex, envolveria contratos na Petrobras, o julgamento dele foi remetido a Curitiba, onde está sendo investigado em primeira instância jurídica o esquema de corrupção na estatal.

Mas, ao contrário da decisão do TJ-SP em relação a outros investigados, o juiz Sergio Moro, resolveu condenar o ex-presidente.

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