PF prende ex-senador Luiz Otávio em investigação de caixa 2 para Helder Barbalho

Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (9) o ex-senador Luiz Otávio Campos (MDB) no âmbito de uma investigação que apura suspeita de caixa 2 na campanha de 2014 do atual governador do Pará, Helder Barbalho (MDB)

(Foto: REUTERS/Nacho Doce)
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Reuters - A Polícia Federal no Pará prendeu nesta quinta-feira o ex-senador Luiz Otávio Campos (MDB) como parte de uma investigação que apura suspeita de caixa 2 na campanha de 2014 do atual governador do Estado, Helder Barbalho (MDB), disse à Reuters uma fonte com conhecimento do caso.

Campos foi preso temporariamente em Belém e estava prestando depoimento à PF acompanhado de seu advogado, disse a fonte, que pediu anonimato.

Helder Barbalho, que perdeu a eleição de 2014 mas se elegeu governador em 2018, teve um mandado de busca e apreensão contra o seu gabinete rejeitado pela Justiça Eleitoral, responsável pela condução do caso, segundo a fonte. O governador é filho do senador e ex-presidente do Senado Jader Barbalho (MDB-PA), e foi ministro dos governos Dilma Rousseff e Michel Temer.

Em nota sobre a operação divulgada no início da manhã, a Polícia Federal disse que uma investigação iniciada a partir de delação premiada de executivos da empreiteira Odebrecht no âmbito da Lava Jato revelou que um candidato ao governo do Pará recebeu três pagamentos de 500 mil reais cada, intermediados por um ex-senador.

Além da prisão do ex-senador, a PF prendeu outro envolvido no caso e ainda tinha seis mandados de busca e apreensão, sendo dois deles no Distrito Federal e os outros divididos entre Pará e Tocantins.

“Durante o trabalho investigativo, foram encontrados indícios de que pelo menos um dos pagamentos foi realizado em endereço ligado a parentes do ex-senador da República citado pelos executivos”, afirmou a PF em nota, em que não divulgou os nomes dos suspeitos seguindo regras da corporação sobre a identificação de seus alvos.

“Os crimes sob investigação são de falsidade ideológica eleitoral (caixa 2), formação de quadrilha e lavagem de dinheiro”, acrescentou.

Segundo a PF, o caso investigado tramitava inicialmente no Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi encaminhado à Justiça Eleitoral em Belém após decisão que confirmou entendimento sobre a competência da Justiça Eleitoral para processar e julgar crimes comuns em conexão com crimes eleitorais.

Procurado, o governo do Pará não respondeu de imediato a um pedido de comentário. Não foi possível localizar a defesa de Luiz Otávio.

Por Ricardo Brito, em Brasília, e Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro

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