PGR: Cunha ‘ainda mantém influência e indicou cargos políticos do Governo Temer’

No pedido de prisão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a força-tarefa da Lava Jato reafirmou os argumentos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal, e acrescentou que, mesmo depois de ter o mandato cassado, Cunha "ainda mantém influência nos seus correligionários, tendo participado de indicações de cargos políticos do Governo Temer"; para muitos parlamentares, a prisão de Cunha representa o início do fim do governo Temer

O ministro, Moreira Franco, o Vice Presidente Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, durante apresentação das Mídias Digitais do PMDB na Fundação Ulisses Guimarães (Antônio Cruz/Agência Brasil)
O ministro, Moreira Franco, o Vice Presidente Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, durante apresentação das Mídias Digitais do PMDB na Fundação Ulisses Guimarães (Antônio Cruz/Agência Brasil) (Foto: Gisele Federicce)
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247 - No pedido de prisão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a força-tarefa da Operação Lava Jato reafirmou os argumentos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal, sobre o ex-deputado.

No despacho, os investigadores acrescentaram ainda que, mesmo depois de ter o mandato cassado, Cunha "ainda mantém influência nos seus correligionários, tendo participado de indicações de cargos políticos do Governo Temer".

Depois da prisão de Cunha, nesta quarta-feira 19, por determinação do juiz Sérgio Moro, muitos parlamentares avaliaram que ela representa o início do fim do governo de Michel Temer, especialmente se Cunha decidir fechar acordo de delação premiada.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) foi um dos primeiros a dizer hoje que, se Cunha fizer delação, o governo Temer não dura um dia (veja aqui). Na mesma linha, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) questionou se esse seria o fim do governo Temer (aqui).

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