PGR discute fim de ‘marca’ Lava Jato e mudança no modelo de força-tarefa

Apesar da prorrogação da força-tarefa em Curitiba até janeiro de 2021, o desgaste da operação por seus abusos e irregularidades apontam que a PGR deve adotar no ano que vem medidas para alterar o modelo das forças-tarefas e extinguir a marca "lava jato"

(Foto: Agência Brasil)
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247 - A força-tarefa da Lava Jato em Curitiba foi prorrogada até janeiro de 2021, mas o desgaste da operação apontam que a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve adotar no ano que vem medidas para alterar o modelo de forças-tarefas e estabelecer o fim da marca "lava jato", que, depois de Curitiba, foi usada no Rio e em São Paulo.

As medidas são defendidas pelo PGR, Augusto Aras. Até dezembro, o Ministério Público Federal (MPF) deve decidir se será criada a Unidade Nacional de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Unac), divisão que substituiria o modelo que consagrou a operação e concentraria poderes na PGR, ou se estabeleceria o modelo de Grupos de Atuação Especial (Gaecos) a outros Estados. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

A discussão está no Conselho Superior do MPF. A proposta centralizaria o comando das operações com o procurador-geral da República, que passaria a ter mais influência nas grandes investigações podendo indicar o coordenador da unidade e o responsável por cuidar do arquivo de provas de todas as investigações de que o órgão participar no País.

O relator da proposta no conselho superior do MPF, subprocurador da República Mario Bonsaglia. “A grande questão é a relação da Unac com as forças-tarefa, e isso ainda está para ser melhor equacionado: se a unidade nacional superaria as forças-tarefa ou se elas ficariam existindo, recebendo apoio dessa Unac”, disse Bonsaglia.

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