PGR espera pouco da delação de Léo Pinheiro, da OAS

A Procuradoria-geral da República tem baixa expectativa quanto à delação de Léo Pinheiro; o ex-presidente da OAS, aliás, deve se beneficiar pouco do acordo de colaboração premiada que a empreiteira negocia com a PGR; apesar das boas chances da delação ser assinada nos próximos 30 dias, investigadores entendem que as informações mais relevantes que o executivo teria a apresentar estavam no telefone celular dele, que foi apreendido quando Pinheiro foi preso pela Polícia Federal (PF)

Janot e Leo Pinheiro
Janot e Leo Pinheiro (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro deve se beneficiar pouco do acordo de colaboração premiada que a empreiteira negocia com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Apesar das boas chances da delação ser assinada nos próximos 30 dias, investigadores entendem que as informações mais relevantes que o executivo teria a apresentar estavam no telefone celular dele, que foi apreendido quando Pinheiro foi preso pela Polícia Federal (PF).

"Assim como o Marcelo Odebrecht, o Léo Pinheiro costumava anotar tudo no celular. Acho difícil que ele tenha algo bombástico a revelar", disse ao Valor uma fonte que participa das negociações com a OAS. O acordo da empreiteira baiana deve ser celebrado ainda no mandato de Rodrigo Janot, que deixa o comando da PGR no dia 17 de setembro.

Entre as dezenas de delatores estão os herdeiros da OAS, César Mata Pires e Antônio Carlos Mata Pires, além dos ex-executivos Alexandre Tourinho, Sérgio Pinheiro, Franklin Medeiros e Paulo Gordilho. Atualmente, os advogados da empresa e a PGR negociam a extensão das penas dos principais colaboradores.

Há uma grande expectativa de que os eles detalhem situações envolvendo integrantes do Judiciário. O tema, entretanto, é tratado com máxima cautela, já que as negociações do acordo da OAS acabaram sendo suspensas em agosto do ano passado, após o vazamento de informações de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Antonio Dias Toffoli estaria entre os delatados.

As informações são de reportagem de Murillo Camarotto no Valor.

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