PGR: Lula é investigado por supostamente comandar esquema da Petrobras

Pedido de abertura de inquérito assinado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e divulgado pelo portal Congresso em Foco aponta o ex-presidente como "investigado" pela "suspeita de que, no exercício do mandato, tenha atuado em posição dominante na organização criminosa" investigada na Operação Lava Jato; nesta segunda, o ministro Teori Zavascki, do STF, enviou o caso de Lula para o juiz Sérgio Moro

Pedido de abertura de inquérito assinado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e divulgado pelo portal Congresso em Foco aponta o ex-presidente como "investigado" pela "suspeita de que, no exercício do mandato, tenha atuado em posição dominante na organização criminosa" investigada na Operação Lava Jato; nesta segunda, o ministro Teori Zavascki, do STF, enviou o caso de Lula para o juiz Sérgio Moro
Pedido de abertura de inquérito assinado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e divulgado pelo portal Congresso em Foco aponta o ex-presidente como "investigado" pela "suspeita de que, no exercício do mandato, tenha atuado em posição dominante na organização criminosa" investigada na Operação Lava Jato; nesta segunda, o ministro Teori Zavascki, do STF, enviou o caso de Lula para o juiz Sérgio Moro (Foto: Gisele Federicce)

247 – No pedido de abertura de inquérito que enviou ao Supremo Tribunal Federal contra o ex-presidente Lula no âmbito da Operação Lava Jato, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, descreveu o petista como "investigado" pela "suspeita de que, no exercício do mandato, tenha atuado em posição dominante na organização criminosa" que funcionava na Petrobras.

Trecho do documento foi divulgado pelo portal Congresso em Foco, do Uol. Procurado pelo site, o advogado de defesa de Lula, Cristiano Zanin Martins, disse que a manifestação de Rodrigo Janot atesta que o seu cliente é vítima de perseguição política. Nesta segunda-feira, o ministro do STF Teori Zavascki mandou o caso de Lula para o juiz Sérgio Moro, que cuida dos processos da Lava Jato em primeira instância em Curitiba.

Leia abaixo a íntegra do comunicado de Zanin Martins:

Não tenho conhecimento do documento em que consta essa afirmação, mas ela merece veemente repúdio. Mesmo após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seus familiares e colaboradores terem sido submetidos a medidas invasivas e arbitrárias, além de uma verdadeira devassa, nenhum elemento foi encontrado que pudesse configurar a prática de um ato ilícito. A tentativa de incluir Lula em uma narrativa criminosa a partir de uma utilização deturpada da teoria do domínio do fato é reprovável e deixa ainda mais evidente que o ex-presidente está sendo perseguido por algumas autoridades com um claro viés político. Lula não praticou qualquer ato ilegal antes, durante ou após o exercício do cargo de presidente da República, muito menos teve qualquer participação em uma organização criminosa.

Aliás, foi Lula que incorporou ao ordenamento jurídico brasileiro os mecanismos de combate ao crime organizado que hoje são utilizados pela Operação Lava Jato, a partir da edição do Decreto 5.687/2006.

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